Fernando Mendes assume doping no livro "Jogo Sujo"
ANTIGO INTERNACIONAL REVELA PORMENORES DESCONHECIDOS
O antigo internacional português Fernando Mendes, de 42 anos, encetou uma carreira na escrita e lançou o livro "Jogo Sujo" (Livros De Hoje ), onde mantêm o estilo irreverente que o caracterizou ao longo da carreira, que contou com passagens por Sporting, Benfica e FC Porto. Especialmente quando trata do assunto doping, assegurando que era prática comum na altura em que era profissional de futebol.
Confira algumas das partes mais "quentes" da nova obra de Fernando Mendes:
"Em determinado período da minha carreira cheguei a um clube que tinha uma grande equipa, um belíssimo treinador e um presidente carismático. Para além destas qualidades, existiram outros ingredientes que facilitaram o nosso percurso vitorioso. Devo dizer que antes de ir para este clube nunca tinha tido qualquer experiência com doping (pelo menos conscientemente)"
"No meu tempo, o doping era tomado de duas formas: através de injecção ou por recurso a comprimido. Podia ser antes do jogo, no intervalo, ou com a partida a decorrer, no caso daqueles que saíam do banco (...) A injecção tinha efeito imediato, enquanto os comprimidos precisavam de ser tomados cerca de uma hora antes do jogo"
"Os incentivos para correr eram sempre apresentados pelo massagista. Passado pouco tempo de estar no clube, ele aproximou-se de mim, e de outros novos jogadores (...) Disse-me claramente que aquilo que ia dar-me era doping, embora nunca tivesse falado de eventuais efeitos secundários. (...) Com o passar do tempo assumi os riscos e tomei doping de todas as vezes que me foi dado. (...) Nunca vi um único colega insurgir-se perante essa situação"
"Em alguns clubes onde joguei tomei Pervitin, Centramina, Ozotine, cafeína, entre muitas outras coisas das quais nunca soube o nome"
"Se um jogo fosse ao domingo, o nosso médico sabia na sexta ou no sábado quais as partidas que iriam estar sob a tutela do controlo antidoping. Mal tinha acesso à informação, avisava todo o plantel e o dia de jogo acabava por ser directamente influenciado por essa dica"
"Em determinada temporada (...) sou convocado para um encontro particular da Selecção Nacional. (...) Faço uma primeira parte fantástica, mas ao intervalo começo a sentir-me cansado e tenho medo de não aguentar o ritmo (...) O jogo realiza-se num estádio português (...) Estão lá um médico e um massagista de um clube onde jogo (...) No intervalo, peço a esse médico para me dar uma das suas injecções de doping. Saio do balneário da Selecção, sem que ninguém se aperceba, e entro numa salinha ao lado. É aí que me dão a injecção pedida por mim. Volto a frisar que ninguém da Selecção se apercebeu"
"Cada jogador tomava uma dose personalizada, mediante o seu peso, condição física ou última vez que tinha ingerido a substância (...) Porém, nos jogos importantes era sempre certo (...) Quando se sabia que não iria haver controlo antidoping, nunca falhava"
"Lembro-me de um jogo das competições europeias contra uma equipa que tinha três campeões do mundo no seu plantel. Um deles era um poderoso avançado no jogo aéreo. (...) Apanhei-o várias vezes no meu terreno de acção. Ele era um armário, com um tremendo poder de impulsão. Mas nesse dia eu saltei que nem um louco e ganhei-lhe quase todas as bolas de cabeça (...) O meu segredo: uma pequena vacina, do tamanho de meia unha, chamada Pervitin"
"Em certos treinos víamos um ou dois juniores que apareciam para treinar connosco. Esses juniores não estavam ali porque eram muito bons ou porque tinham de ganhar experiência. Estavam ali para servirem de cobaias a novas dosagens. Um elemento do corpo clínico dava cápsulas ou injecções com composições ilegais a miúdos dos juniores (...) Diziam-lhes que eram vitaminas e que a urina era para controlo interno"
Data: Sábado, 27 Junho de 2009 - 20:48
in Record
27 junho 2009
22 junho 2009
Problemas de de(o)ntologia
A chama imensa
Pouco siso, muito riso
Por ricardo araújo pereira
QUANDO se tem estrutura, organização e contactos próximos com os grandes clubes europeus, tudo fica mais fácil: o Porto, que já era recordista em vendas, consegue agora ser igualmente recordista em não-vendas. Também prestigia. No entanto, e apesar de meritória pelo carácter histórico de que se reveste, a não-venda de Cissokho ao Milan não pode deixar de causar estranheza: Cissokho falhou a ida para o Milan devido a um problema nos dentes. Há uns anos constou que Pinto da Costa tinha bastante talento para transaccionar marfim, apesar da alegada apreensão de uma remessa de dentes de elefante pela alfândega do Porto. Ninguém esperava, por isso, que fosse precisamente o marfim a entravar agora o negócio com o Milan.
Num clube com uma gestão altamente profissionalizada, acontece isto: o clube adquire o passe de um lateral-esquerdo barato, valoriza-o, vende-o por 15 milhões e, entretanto, adquire o passe de outro lateral-esquerdo por 5 milhões, para assegurar o futuro. No Porto, é parecido: primeiro, um dos laboratórios médicos mais conceituados de um dos maiores clubes do mundo proporciona um episódio que oscila entre o humilhante e o patético, e depois o clube dá por si com dois jogadores caros para a mesma posição (um custou cinco milhões de euros e o outro, durante 10 minutos, chegou a valer 15 milhões). O problema é que, na verdade, nos tempos que correm só faz sentido gastar cinco milhões num lateral-esquerdo se se conseguiu vender o outro por 15 milhões. Quase conseguir não conta. Agora, há que decidir: ou o titular é o recém-contratado lateral, que foi muito mais caro, e o outro fica a ganhar bicho (e cárie) no banco; ou joga o que, hipoteticamente, se não fosse a placa bacteriana, poderia, talvez, segundo dizem, valer 15 milhões, e gastou-se cinco milhões num suplente. Cruel dilema.
NÃO quero fazer a rábula do cristão-novo mas depois de, na semana passada, ter dito que não tinha fé em Jesus, a seguir à conferência de imprensa da apresentação, julgo que comecei a ver a luz. Jorge Jesus é, e digo isto no melhor sentido, uma espécie de José Mourinho da Brandoa: é fanfarrão, desafiador e empolgante, como Mourinho, mas com linguajar da Reboleira. Apresenta-se aos jornalistas com o enfado próprio de quem preferia estar a delinear tácticas intrincadas e a conceber treinos complexos, mas tem de estar a explicar a gente razoavelmente ignorante o que é um preparador físico — o que o obriga a chamar preparador físico ao preparador físico, só para que os jornalistas ignaros, embora através de uma designação deficiente, possam perceber de que é que ele está a falar. Confesso que gostei. Sou mesmo fácil…
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Três coelhos e uma cajadada
Por vítor serpa
ESTARIA o Benfica a ser alvo de uma OPA bem pouco convencional?
A questão toma forma a partir da tese da construção de um meganegócio que poderia passar pela compra da TVI por parte de dois fortes grupos financeiros, ambos com altos interesses na área da comunicação e, ambos, a suspirarem pela entrada nos domínios de uma televisão.
A ser assim, três coelhos de um cajadada: a Prisa (tal como ontem referia o jornal Expresso) não só se via livre de continuar a prestar contas a José Luis Zapatero e a José Sócrates desse incómodo de manter inalterada a forte liderança de José Eduardo Moniz, como ainda ajudava a resolver uma situação financeira interna muito difícil; os dois grupos empresariais portugueses atingiriam o seu objectivo de partilharem uma televisão muito apetecida, garantindo um começo prometedor com o negócio da renovação do contrato dos direitos televisivos do Benfica com a Olivedesportos; por fim, José Eduardo Moniz poderia juntar o indesmentível prazer de ser presidente do Benfica ao dever de lealdade com o canal de televisão em que reforçou a sua imagem profissional de sucesso.
Segunda questão, não menos importante: teria Luís Filipe Vieira conhecido a essência do complexo golpe empresarial ainda num tempo em que, supostamente, tudo deveria ser um segredo bem guardado? Para já, ninguém confirma nem desmente, mas, a ser verdade, então o golpe estatutário transformar-se-ia, como que por encanto, num golpe de génio.
Pouco siso, muito riso
Por ricardo araújo pereira
QUANDO se tem estrutura, organização e contactos próximos com os grandes clubes europeus, tudo fica mais fácil: o Porto, que já era recordista em vendas, consegue agora ser igualmente recordista em não-vendas. Também prestigia. No entanto, e apesar de meritória pelo carácter histórico de que se reveste, a não-venda de Cissokho ao Milan não pode deixar de causar estranheza: Cissokho falhou a ida para o Milan devido a um problema nos dentes. Há uns anos constou que Pinto da Costa tinha bastante talento para transaccionar marfim, apesar da alegada apreensão de uma remessa de dentes de elefante pela alfândega do Porto. Ninguém esperava, por isso, que fosse precisamente o marfim a entravar agora o negócio com o Milan.
Num clube com uma gestão altamente profissionalizada, acontece isto: o clube adquire o passe de um lateral-esquerdo barato, valoriza-o, vende-o por 15 milhões e, entretanto, adquire o passe de outro lateral-esquerdo por 5 milhões, para assegurar o futuro. No Porto, é parecido: primeiro, um dos laboratórios médicos mais conceituados de um dos maiores clubes do mundo proporciona um episódio que oscila entre o humilhante e o patético, e depois o clube dá por si com dois jogadores caros para a mesma posição (um custou cinco milhões de euros e o outro, durante 10 minutos, chegou a valer 15 milhões). O problema é que, na verdade, nos tempos que correm só faz sentido gastar cinco milhões num lateral-esquerdo se se conseguiu vender o outro por 15 milhões. Quase conseguir não conta. Agora, há que decidir: ou o titular é o recém-contratado lateral, que foi muito mais caro, e o outro fica a ganhar bicho (e cárie) no banco; ou joga o que, hipoteticamente, se não fosse a placa bacteriana, poderia, talvez, segundo dizem, valer 15 milhões, e gastou-se cinco milhões num suplente. Cruel dilema.
NÃO quero fazer a rábula do cristão-novo mas depois de, na semana passada, ter dito que não tinha fé em Jesus, a seguir à conferência de imprensa da apresentação, julgo que comecei a ver a luz. Jorge Jesus é, e digo isto no melhor sentido, uma espécie de José Mourinho da Brandoa: é fanfarrão, desafiador e empolgante, como Mourinho, mas com linguajar da Reboleira. Apresenta-se aos jornalistas com o enfado próprio de quem preferia estar a delinear tácticas intrincadas e a conceber treinos complexos, mas tem de estar a explicar a gente razoavelmente ignorante o que é um preparador físico — o que o obriga a chamar preparador físico ao preparador físico, só para que os jornalistas ignaros, embora através de uma designação deficiente, possam perceber de que é que ele está a falar. Confesso que gostei. Sou mesmo fácil…
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Três coelhos e uma cajadada
Por vítor serpa
ESTARIA o Benfica a ser alvo de uma OPA bem pouco convencional?
A questão toma forma a partir da tese da construção de um meganegócio que poderia passar pela compra da TVI por parte de dois fortes grupos financeiros, ambos com altos interesses na área da comunicação e, ambos, a suspirarem pela entrada nos domínios de uma televisão.
A ser assim, três coelhos de um cajadada: a Prisa (tal como ontem referia o jornal Expresso) não só se via livre de continuar a prestar contas a José Luis Zapatero e a José Sócrates desse incómodo de manter inalterada a forte liderança de José Eduardo Moniz, como ainda ajudava a resolver uma situação financeira interna muito difícil; os dois grupos empresariais portugueses atingiriam o seu objectivo de partilharem uma televisão muito apetecida, garantindo um começo prometedor com o negócio da renovação do contrato dos direitos televisivos do Benfica com a Olivedesportos; por fim, José Eduardo Moniz poderia juntar o indesmentível prazer de ser presidente do Benfica ao dever de lealdade com o canal de televisão em que reforçou a sua imagem profissional de sucesso.
Segunda questão, não menos importante: teria Luís Filipe Vieira conhecido a essência do complexo golpe empresarial ainda num tempo em que, supostamente, tudo deveria ser um segredo bem guardado? Para já, ninguém confirma nem desmente, mas, a ser verdade, então o golpe estatutário transformar-se-ia, como que por encanto, num golpe de génio.
17 junho 2009
A oposição e os opositores
Bruno Carvalho? Nem pensar. Cavalo de Tróia descarado da escumalha azul e branca. O seu currículo como director da PortoTV, mostrou todo o seu ressabiamento, indicando claramente qual o seu lado da barricada, inclusivé contratando a Filó-leva-na-tromba. Diz que quer Rui Costa na sua equipa, mas não aceita o treinador que o Rui Costa contratou. Diz que demite um treinador contratado há um mês, com dois anos de contracto, o que obrigaria a pagar a respectiva indemnização. E contrataria o treinador do setúbal, pagando a respectiva indemnização ao clube sadino. Que grande jogada, ó Bruno! ... O projecto de Bruno Carvalho assenta basicamente num princípio, que ele se apressou a enunciar, após o anúncio das suas pretensões quanto à presidência do Benfica: um Benfica à porto... Isto mete-me nojo! Mesmo condescendendo que algumas das suas ideias possam ser boas, a premissa com que ele parte para este projecto deita por terra todas as suas aspirações. Esse erro levá-lo-á à derrota.
E isto leva-nos para a outra lista, onde entre outras figuras da nossa história, surgiu Damásio. O grande obreiro da destruição do Benfica ganhador, que tal como o papagaio do norte, surgiu entre nós com a cantiga do Benfica à porto. Até camisolas azuis tivémos... Claro que o movimento não se resume a uma ou outra figura, mas quando a esta se juntam outras figurinhas... como José Eduardo Moniz... Pois é, as receitas da BenficaTv são muito apetecíveis... Aparte esta hipótese Moniz, que espero ser um devaneio jornalístico, o movimento assemelha-se a uma amálgama de opositores a Vieira, uns certamente com a melhor das intenções, por amor ao clube e com sentido de responsabilidade. O problema são os outros, que se colaram a este movimento de oposição apenas por ressabiamento e frustração por o seu tempo no Benfica já ter passado. A ausência de um líder e o percurso passado, por vezes antagónico, de todos eles, aliás, é a prova de que este movimento é um conjuncto de pessoas unidas contra o actual presidente, mas muito divergentes quanto às orientações, o rumo e a estratégia de um projecto futuro. Juntos fazem barulho, mas são desafinados... Esse erro, leva-los-á à derrota.
A Jesus, toda a sorte deste mundo! Da minha parte receberá o mesmo apoio incondicional que todos os treinadores do Glorioso merecem!
E isto leva-nos para a outra lista, onde entre outras figuras da nossa história, surgiu Damásio. O grande obreiro da destruição do Benfica ganhador, que tal como o papagaio do norte, surgiu entre nós com a cantiga do Benfica à porto. Até camisolas azuis tivémos... Claro que o movimento não se resume a uma ou outra figura, mas quando a esta se juntam outras figurinhas... como José Eduardo Moniz... Pois é, as receitas da BenficaTv são muito apetecíveis... Aparte esta hipótese Moniz, que espero ser um devaneio jornalístico, o movimento assemelha-se a uma amálgama de opositores a Vieira, uns certamente com a melhor das intenções, por amor ao clube e com sentido de responsabilidade. O problema são os outros, que se colaram a este movimento de oposição apenas por ressabiamento e frustração por o seu tempo no Benfica já ter passado. A ausência de um líder e o percurso passado, por vezes antagónico, de todos eles, aliás, é a prova de que este movimento é um conjuncto de pessoas unidas contra o actual presidente, mas muito divergentes quanto às orientações, o rumo e a estratégia de um projecto futuro. Juntos fazem barulho, mas são desafinados... Esse erro, leva-los-á à derrota.
A Jesus, toda a sorte deste mundo! Da minha parte receberá o mesmo apoio incondicional que todos os treinadores do Glorioso merecem!
12 junho 2009
Eagle one - papagaios zero
Torna-se ridícula a barulheira histérica dos últimos dias em torno do Benfica... Em primeiro lugar, as eleições. Houve quem defendesse à algum tempo a realização de eleições antecipadas, argumentando que não faria sentido a sua realização depois do arranque da época. Anteciparam-se eleições e caiu o carmo e a trindade. Os pseudo-candidatos, asseguram que não têm tempo para organizar as listas, os programas e as campanhas. Então, como teriam com eleições antecipadas à um mês atrás?! Se neste momento, após tantos meses de campanha negra e desestabilização, não estão preparados, por que motivo queriam eles as eleições no início deste mês?! Seria preferível mudar de dirigentes, estrutura, treinador? e equipa? a meio de Outubro? Como é que o Benfica saíria a ganhar nessa situação?! Tivessem eles um programa sério, honesto e organizado e não seria esta antecipa~ção que os afectaria. Assim, lá virá o choradinho...
Pelos vistos, a montanha pariu um rato. De tantos papagaios falantes, não parece haver ninguém com interesse em ser comandante da nau. Claro. O discurso do bota-abaixo é muito mais fácil do que assumir responsabilidades. Como disse o Rui Costa, só não erra quem não tem que decidir, portanto estar de fora a dizer que o caminho tomado não é o melhor, é muito fácil, ainda para mais quando se foge assim que se tem que escolher o caminho.
Para os mérdia tudo isto lhes é benéfico. O Benfica vende bem e neste estado de coisas vende ainda melhor. Como tal, ao chorrilho de futuros jogadores, juntam-se novelas muito mal elaboradas, como a zanga entre o Rui e o Presidente... Foi assim que se arrumou e enxovalhou o Veiga... Mas para isto muito contribui a ingenuidade dos Benfiquistas. E a falta de nível de muitos outros... nestes últimos dias vi de tudo na nossa imensa blogosfera. E reparei que o actual Benfica padece de uma maleita muito grave. Pelos vistos, foi assolado por uma intoxicação etílica: o presidente é bêbado, o João Alves é bêbado, até o Eusébio é bêbado! Com adeptos destes, os nossos inimigos podem estar descansados. Longe vai o tempo em que os ataques de fora nos abalavam. Neste momento, a podridão vem de dentro de nós.
A 3 de julho veremos onde páram os notáveis. Até 3 de julho, veremos quais são os programas e a alternativa dos papagaios.
Pelos vistos, a montanha pariu um rato. De tantos papagaios falantes, não parece haver ninguém com interesse em ser comandante da nau. Claro. O discurso do bota-abaixo é muito mais fácil do que assumir responsabilidades. Como disse o Rui Costa, só não erra quem não tem que decidir, portanto estar de fora a dizer que o caminho tomado não é o melhor, é muito fácil, ainda para mais quando se foge assim que se tem que escolher o caminho.
Para os mérdia tudo isto lhes é benéfico. O Benfica vende bem e neste estado de coisas vende ainda melhor. Como tal, ao chorrilho de futuros jogadores, juntam-se novelas muito mal elaboradas, como a zanga entre o Rui e o Presidente... Foi assim que se arrumou e enxovalhou o Veiga... Mas para isto muito contribui a ingenuidade dos Benfiquistas. E a falta de nível de muitos outros... nestes últimos dias vi de tudo na nossa imensa blogosfera. E reparei que o actual Benfica padece de uma maleita muito grave. Pelos vistos, foi assolado por uma intoxicação etílica: o presidente é bêbado, o João Alves é bêbado, até o Eusébio é bêbado! Com adeptos destes, os nossos inimigos podem estar descansados. Longe vai o tempo em que os ataques de fora nos abalavam. Neste momento, a podridão vem de dentro de nós.
A 3 de julho veremos onde páram os notáveis. Até 3 de julho, veremos quais são os programas e a alternativa dos papagaios.
04 junho 2009
super
Mais uma vez, a super-estrutura roubou um jogador que já tinha sido dado como nosso, pela comunicação social, há algumas semanas. Antes de mais quero:
1- assinalar a frequência com que o verbo roubar anda amiúde de mãos dadas com a super-estrutura
2- registar a felicidade e regozijo dos seus adeptos com tal acto
Posto isto, mais uma vez, um jogador dado como certo no Benfica, acaba indo para o rival. Será que ele estava assim tão certo no nosso clube? Parece-me que, mais uma vez, as fontes não eram assim tão seguras... Além disso, estava tão certo, que ao mesmo tempo que estava a ser desviado, outro já estava a caminho...
Não sei se o destino deste uruguaio será o mesmo de outros como Mário Silva, Kaz ou Edgar, mas quer-me parecer que o departamento de prospeção dos corruptos, ao invés de se situar na torre das antas, se encontra para os lados da Luz...
O Benfica não pode dar 5M por um defesa-esquerdo, ainda para mais com o prejuízo que registou no último ano e sem se qualificar para a Champions. Se os outros (que mesmo sendo a 6ª equipa que mais facturou na última Champions, apresentam um déficit de 9M num semestre) podem, é problema deles... Veremos até quando é que eles vão poder fazer destes negócios http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=166254 ...
Para finalizar, não podia deixar no esquecimento a final de ontem. Aqueles rapazes são Benfica. E isso para mim vale mais que qualquer título. Obrigado pelo sangue, suor e lágrimas!
1- assinalar a frequência com que o verbo roubar anda amiúde de mãos dadas com a super-estrutura
2- registar a felicidade e regozijo dos seus adeptos com tal acto
Posto isto, mais uma vez, um jogador dado como certo no Benfica, acaba indo para o rival. Será que ele estava assim tão certo no nosso clube? Parece-me que, mais uma vez, as fontes não eram assim tão seguras... Além disso, estava tão certo, que ao mesmo tempo que estava a ser desviado, outro já estava a caminho...
Não sei se o destino deste uruguaio será o mesmo de outros como Mário Silva, Kaz ou Edgar, mas quer-me parecer que o departamento de prospeção dos corruptos, ao invés de se situar na torre das antas, se encontra para os lados da Luz...
O Benfica não pode dar 5M por um defesa-esquerdo, ainda para mais com o prejuízo que registou no último ano e sem se qualificar para a Champions. Se os outros (que mesmo sendo a 6ª equipa que mais facturou na última Champions, apresentam um déficit de 9M num semestre) podem, é problema deles... Veremos até quando é que eles vão poder fazer destes negócios http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=166254 ...
Para finalizar, não podia deixar no esquecimento a final de ontem. Aqueles rapazes são Benfica. E isso para mim vale mais que qualquer título. Obrigado pelo sangue, suor e lágrimas!
31 maio 2009
Mais uma taça abençoada
O presidente corrupto bem que pode andar com a cantiga que a agremiação corrupta não é um clube regional, porque a atitude dos seus adeptos, ao assobiar o hino nacional, demonstra bem a gentinha que eles são... e o que representam...
Ao vermos a forma como os jogadores azuis falam (berram, insultam, gesticulam) com o boi de preto, ao vermos a impunidade que têm mesmo cometendo faltas grosseiras como a do porco uruguaio, ao vermos o porco-mor, na tribuna, a esfregar as mãos com mais um troféu de "empurrão", ao lado de toda a escumalha reinante na federação e em outros orgãos de poder desportivo, onde não poderia faltar o nojento do secretário de estado do desporto, eu pergunto-me se faz sentido acreditar num Benfica campeão, seja qual for o presidente, o treinador, os jogadores...
A nossa equipa de futebol foi roubada em pelo menos uma dúzia de pontos ao longo de todo o campeonato, em momentos cruciais, como o jogo em casa com o setúbal, em que podíamos ficar isolados em primeiro, em palermo, onde dominámos e fomos impedidos de ganhar por decreto papal em vigor naquele estádio, daquela cidade nortenha, sempre que o Benfica é uma das equipas em jogo, e contra o guimarães, que nos afastou definitivamente dos corruptos, devido aos olhos na nuca do Miguel Vítor... Na taça, o Nuno Gomes ficou parado mais de 3 segundos dentro da pequena área, o que, como toda a gente sabe, é motivo para invalidar um golo ao Benfica...
Nas diferentes modalidades, as dificuldades não são menores... Que o digam as nossas equipas de Andebol e Hóquei em Patins, proibidas também pelo referido decreto de (ousar) ganhar em terreno inimigo. Parabéns à nossa excelente equipa de Andebol pela excelente época, mas, na negra, a história será igual ao mesmo filme repetido vezes e vezes... E não será por o nosso adversário ter melhor equipa, porque não tem... Apenas o basquet conseguiu impôr duas derrotas copiosas na nova casinha dos corruptos, mas equipas como a nossa de basquet não se formam da noite para o dia... Houve muito trabalho e paciência para aqui chegar... E a equipa deles seria porventura a mais fraca dos últimos anos...
Conclusão: dado o Estado que temos e o estado a que chegamos, será que mesmo com uma grande equipa, um grande treinador, um Rui Costa a corresponder às expectativas dos adeptos e um presidente a sério, será que com tudo isso e ainda mais, nos deixarão ser campeões?!
Ao vermos a forma como os jogadores azuis falam (berram, insultam, gesticulam) com o boi de preto, ao vermos a impunidade que têm mesmo cometendo faltas grosseiras como a do porco uruguaio, ao vermos o porco-mor, na tribuna, a esfregar as mãos com mais um troféu de "empurrão", ao lado de toda a escumalha reinante na federação e em outros orgãos de poder desportivo, onde não poderia faltar o nojento do secretário de estado do desporto, eu pergunto-me se faz sentido acreditar num Benfica campeão, seja qual for o presidente, o treinador, os jogadores...
A nossa equipa de futebol foi roubada em pelo menos uma dúzia de pontos ao longo de todo o campeonato, em momentos cruciais, como o jogo em casa com o setúbal, em que podíamos ficar isolados em primeiro, em palermo, onde dominámos e fomos impedidos de ganhar por decreto papal em vigor naquele estádio, daquela cidade nortenha, sempre que o Benfica é uma das equipas em jogo, e contra o guimarães, que nos afastou definitivamente dos corruptos, devido aos olhos na nuca do Miguel Vítor... Na taça, o Nuno Gomes ficou parado mais de 3 segundos dentro da pequena área, o que, como toda a gente sabe, é motivo para invalidar um golo ao Benfica...
Nas diferentes modalidades, as dificuldades não são menores... Que o digam as nossas equipas de Andebol e Hóquei em Patins, proibidas também pelo referido decreto de (ousar) ganhar em terreno inimigo. Parabéns à nossa excelente equipa de Andebol pela excelente época, mas, na negra, a história será igual ao mesmo filme repetido vezes e vezes... E não será por o nosso adversário ter melhor equipa, porque não tem... Apenas o basquet conseguiu impôr duas derrotas copiosas na nova casinha dos corruptos, mas equipas como a nossa de basquet não se formam da noite para o dia... Houve muito trabalho e paciência para aqui chegar... E a equipa deles seria porventura a mais fraca dos últimos anos...
Conclusão: dado o Estado que temos e o estado a que chegamos, será que mesmo com uma grande equipa, um grande treinador, um Rui Costa a corresponder às expectativas dos adeptos e um presidente a sério, será que com tudo isso e ainda mais, nos deixarão ser campeões?!
24 maio 2009
Parvos é que eles não são...
Procurador do Apito Dourado acusa juíza de julgar para absolver
NUNO MIGUEL MAIA
JN
Magistrada que ilibou Pinto da Costa está revoltada com "ofensas" e queixa-se a Pinto Monteiro.
O procurador que representou o Ministério Público (MP) no caso do "envelope", do Apito Dourado, arrasa a juíza de Gaia que absolveu Pinto da Costa, num recurso para o Tribunal da Relação. A visada já fez queixa a Pinto Monteiro.
O uso de expressões como "santa inocência"; críticas por não ter censurado as "mentiras" e a "grande peta" dos arguidos, e perguntas sobre um eventual preconceito da magistrada Catarina Ribeiro de Almeida em relação a Carolina Salgado, que visaria, de antemão, absolver o líder do F. C. Porto, fazem parte dos argumentos adoptados por José Augusto Sá para convencer o Tribunal da Relação do Porto a anular a absolvição do crime de corrupção desportiva decretada no Tribunal de Gaia.
Pinto da Costa, o árbitro Augusto Duarte e o empresário António Araújo também não escapam à ironia do procurador. O dirigente portista chega a ser designado como "Papa" e "engenheiro", numa alusão a escutas telefónicas interceptadas pela PJ a 16 de Abril de 2004, quando aquele árbitro visitou a casa na Madalena, em Gaia. "Se até o primeiro-ministro José Sócrates é engenheiro por que é que o Pinto da Costa também não há-de ser?!", escreveu, em nota de rodapé.
Ao ler o recurso, em especial as expressões que lhe são dirigidas (ver coluna ao lado), a juíza Catarina Ribeiro de Almeida não gostou. E mandou extrair certidões para envio para o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, que pode abrir processo-crime, e ao Conselho Superior do MP, para inquérito disciplinar. "As expressões encontradas pelo Senhor Procurador (...) são absolutamente desadequadas e, algumas delas, ofensivas da dignidade profissional da signatária", escreveu.
Os argumentos do recurso magistrado do MP passam, em primeiro lugar, pela interpretação das escutas. Diz ser indiscutível que os arguidos estavam a preparar uma "tramóia" e que o objectivo era subornar o árbitro, apoiando-se em expressões como "gerente de caixa" e "ver uma obra" de noite. "Isto é uma conversa de parvos e atrasados mentais?", questiona.
Depois, José Augusto Sá insiste na expressão "cheirinho", usada depois do jogo, por Pinto da Costa, numa escuta com Pinto de Sousa, defendendo ter sido usada como desabafo por o árbitro ter "beneficiado pouco" o seu clube.
Carolina também é defendida com unhas e dentes, principalmente porque "uma versão contrária é que seria de estranhar", no que toca à entrega de dinheiro. E frisa que, perante juízes - não a PJ -, a ex-namorada de Pinto da Costa manteve sempre a mesma versão.
O procurador insurge-se, também, por, na sua óptica, a juíza ter usado "dois pesos e duas medidas" a avaliar as versões de Carolina e dos arguidos, que justificaram a reunião com um pedido que visava que o pai de Augusto Duarte largasse uma alegada amante. Sobre isto, nada foi referido na sentença. A terminar, o procurador apela aos juízes-desembargadores a pensarem no "prestígio da justiça" e a esquecer a "alma clubista".
Obrigado Quique. Venha o próximo e siga para bingo...
NUNO MIGUEL MAIA
JN
Magistrada que ilibou Pinto da Costa está revoltada com "ofensas" e queixa-se a Pinto Monteiro.
O procurador que representou o Ministério Público (MP) no caso do "envelope", do Apito Dourado, arrasa a juíza de Gaia que absolveu Pinto da Costa, num recurso para o Tribunal da Relação. A visada já fez queixa a Pinto Monteiro.
O uso de expressões como "santa inocência"; críticas por não ter censurado as "mentiras" e a "grande peta" dos arguidos, e perguntas sobre um eventual preconceito da magistrada Catarina Ribeiro de Almeida em relação a Carolina Salgado, que visaria, de antemão, absolver o líder do F. C. Porto, fazem parte dos argumentos adoptados por José Augusto Sá para convencer o Tribunal da Relação do Porto a anular a absolvição do crime de corrupção desportiva decretada no Tribunal de Gaia.
Pinto da Costa, o árbitro Augusto Duarte e o empresário António Araújo também não escapam à ironia do procurador. O dirigente portista chega a ser designado como "Papa" e "engenheiro", numa alusão a escutas telefónicas interceptadas pela PJ a 16 de Abril de 2004, quando aquele árbitro visitou a casa na Madalena, em Gaia. "Se até o primeiro-ministro José Sócrates é engenheiro por que é que o Pinto da Costa também não há-de ser?!", escreveu, em nota de rodapé.
Ao ler o recurso, em especial as expressões que lhe são dirigidas (ver coluna ao lado), a juíza Catarina Ribeiro de Almeida não gostou. E mandou extrair certidões para envio para o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, que pode abrir processo-crime, e ao Conselho Superior do MP, para inquérito disciplinar. "As expressões encontradas pelo Senhor Procurador (...) são absolutamente desadequadas e, algumas delas, ofensivas da dignidade profissional da signatária", escreveu.
Os argumentos do recurso magistrado do MP passam, em primeiro lugar, pela interpretação das escutas. Diz ser indiscutível que os arguidos estavam a preparar uma "tramóia" e que o objectivo era subornar o árbitro, apoiando-se em expressões como "gerente de caixa" e "ver uma obra" de noite. "Isto é uma conversa de parvos e atrasados mentais?", questiona.
Depois, José Augusto Sá insiste na expressão "cheirinho", usada depois do jogo, por Pinto da Costa, numa escuta com Pinto de Sousa, defendendo ter sido usada como desabafo por o árbitro ter "beneficiado pouco" o seu clube.
Carolina também é defendida com unhas e dentes, principalmente porque "uma versão contrária é que seria de estranhar", no que toca à entrega de dinheiro. E frisa que, perante juízes - não a PJ -, a ex-namorada de Pinto da Costa manteve sempre a mesma versão.
O procurador insurge-se, também, por, na sua óptica, a juíza ter usado "dois pesos e duas medidas" a avaliar as versões de Carolina e dos arguidos, que justificaram a reunião com um pedido que visava que o pai de Augusto Duarte largasse uma alegada amante. Sobre isto, nada foi referido na sentença. A terminar, o procurador apela aos juízes-desembargadores a pensarem no "prestígio da justiça" e a esquecer a "alma clubista".
Obrigado Quique. Venha o próximo e siga para bingo...
14 maio 2009
O pão nosso de cada dia
Não tenho por hábito ler os jornais desportivos, muito menos de comprá-los. No máximo, acedo ao site deles para ver com antecedência as capas... Para me manter informado sobre o nosso clube, leio a nossa gloriosa blogosfera. Simplesmente porque não faz sentido dar 0,60$ por um pasquim que, além de usar (e abusar) o nosso clube, mais não faz que repetir, ano após ano, a mesma estratégia editorial. Hoje, por acaso, durante o café da tarde, o Diário de Coimbra não estava disponível e entreti as vistas pelo reco-reco. Depois de, a custo, tentar ler a veborreia debitada em duas ou três crónicas, que mais não eram que um reles exercício de malhação no Benfica, desisti. É que nem a malhar os palhaços são coerentes. No mesmo jornal o Benfica é criticado porque sim, porque não e porque talvez...
O que vende é o Benfica, disso não restam dúvidas. Sendo assim, nada melhor que criar verdadeiras novelas acerca do nosso clube, que é disso que o tuga gosta. O pior é que as novelas são de fraca qualidade, tipo mexicanas ou da tvi... Previsíveis e rascas. Mesmo assim, há quem ainda embarque na mesma estória, ano após ano.
Alguém se lembra que houve um clube a sagrar-se campeão no último fim de semana? Não! A quem é que isso interessa? A ninguém, porque o que todos querem saber é qual será o futuro do 3º classificado. E tudo vale para vender. Todos os anos a estratégia é a mesma. Apontam-se dezenas de nomes para o cargo de treinador, fazendo com que o escolhido nunca seja a primeira escolha, enfraquecendo-o logo à partida. Possíveis reforços para o plantel, são às centenas, iludindo os benfiquistas com nomes sonantes impossíveis de adquirir. Quando as estrelas rumam a outras paragens, critica-se a incapacidade da direção em adquirir um jogador que, porventura, nunca terá entrado nas cogitações dos nossos responsáveis...
Por um lado, até se compreende a quantidade industrial de jogadores (quase tantos como os desconhecidos convocados para o nosso(?) escrete...) que diariamente são apontados como prováveis reforços. Não só é uma estratégia que vende jornais e confunde a nação Benfiquista, como serve para valorizar o passe do próprio jogador. É também um trunfo para os nossos rivais que, por vezes, adquirindo jogadores previamente apontados ao Benfica (casos de Edgar, Kaz...), fazem dos atletas verdadeiros troféus de caça. A importância da contratação é apenas provar a suposta capacidade negocial da super-estrutura andrade e a contribuição dos atletas em minutos jogados é substancialmente menor que a do Mantorras. Acabam invariavelmente emprestados aos clubes satélites do Sado, de Coimbra ou outros... e lesionam-se sempre nas jornadas certas... invariavelmente...
Agora descobriram um novo ingrediente para apimentar a novela, a suposta guerra LFV vs Rui Costa. Peço desculpa a todos os que acompanham a novela, mas vou revelar o final... Qualquer treinador contratado será sempre escolha de um dos dois e servirá para antagonizar os dois protagonistas. Pronto, já está. Não me levem a mal, mas é demasiado óbvio.
Tudo isto em ano de eleições. Conseguem imaginar os paineliros a esfregar as mãos de contentamento, ávidos por dar largas à sua imaginação rocambolesca durante o defeso? E com figurantes (mais figurinhas...) como bruno carvalho ou josé veiga prontos a entrar em cena? A novela está para durar, porque a estratégia, ano após ano, resulta e rende muito a muita gente.
O que vende é o Benfica, disso não restam dúvidas. Sendo assim, nada melhor que criar verdadeiras novelas acerca do nosso clube, que é disso que o tuga gosta. O pior é que as novelas são de fraca qualidade, tipo mexicanas ou da tvi... Previsíveis e rascas. Mesmo assim, há quem ainda embarque na mesma estória, ano após ano.
Alguém se lembra que houve um clube a sagrar-se campeão no último fim de semana? Não! A quem é que isso interessa? A ninguém, porque o que todos querem saber é qual será o futuro do 3º classificado. E tudo vale para vender. Todos os anos a estratégia é a mesma. Apontam-se dezenas de nomes para o cargo de treinador, fazendo com que o escolhido nunca seja a primeira escolha, enfraquecendo-o logo à partida. Possíveis reforços para o plantel, são às centenas, iludindo os benfiquistas com nomes sonantes impossíveis de adquirir. Quando as estrelas rumam a outras paragens, critica-se a incapacidade da direção em adquirir um jogador que, porventura, nunca terá entrado nas cogitações dos nossos responsáveis...
Por um lado, até se compreende a quantidade industrial de jogadores (quase tantos como os desconhecidos convocados para o nosso(?) escrete...) que diariamente são apontados como prováveis reforços. Não só é uma estratégia que vende jornais e confunde a nação Benfiquista, como serve para valorizar o passe do próprio jogador. É também um trunfo para os nossos rivais que, por vezes, adquirindo jogadores previamente apontados ao Benfica (casos de Edgar, Kaz...), fazem dos atletas verdadeiros troféus de caça. A importância da contratação é apenas provar a suposta capacidade negocial da super-estrutura andrade e a contribuição dos atletas em minutos jogados é substancialmente menor que a do Mantorras. Acabam invariavelmente emprestados aos clubes satélites do Sado, de Coimbra ou outros... e lesionam-se sempre nas jornadas certas... invariavelmente...
Agora descobriram um novo ingrediente para apimentar a novela, a suposta guerra LFV vs Rui Costa. Peço desculpa a todos os que acompanham a novela, mas vou revelar o final... Qualquer treinador contratado será sempre escolha de um dos dois e servirá para antagonizar os dois protagonistas. Pronto, já está. Não me levem a mal, mas é demasiado óbvio.
Tudo isto em ano de eleições. Conseguem imaginar os paineliros a esfregar as mãos de contentamento, ávidos por dar largas à sua imaginação rocambolesca durante o defeso? E com figurantes (mais figurinhas...) como bruno carvalho ou josé veiga prontos a entrar em cena? A novela está para durar, porque a estratégia, ano após ano, resulta e rende muito a muita gente.
11 maio 2009
Tempo de ser benfiquista
Em tempos difíceis, fácil se torna distinguir as águias dos abutres. Estes, na hora da desgraça, levantam a cabeça da lama em que a sua pequenez chafurda e uivam de alegria por finalmente surgir a oportunidade de atingirem o poleiro dourado. Bruno carvalho já há muito tempo tinha surgido a agitar as águas. Segue-se agora o joe, o mesmo que além de dizer que o nosso melhor jogador da última época estava velho, o insultou. Para ele: fuck him! Ou melhor: fuck them!
Era de prever que de entre os pseudo candidatos, surgissem estas duas correntes, digamos, do apocalipse. De um lado, os que projectam um Benfica à porto (onde é que eu já ouvi isto?). Do outro, os que surgirão com a promessa da terra prometida e muitos cifrões. De um lado e de outro aparecerão nomes sonantes de jogadores e treinadores. Será desta que virá o Jardel?
Não é hora de radicalismos. Qualquer passo em falso poderá significar novamente um retrocesso de vários anos a todos os níveis. A nível financeiro e organizacional. Nas camadas jovens. Nas modalidades. Estamos melhores que à dez anos? Estamos. Temos que ser muito melhores? Temos. Mas o caminho não pode ser o do desespero e das promessas fáceis. Não pode ser o quebrar de ciclos para que se lhe sigam novos ciclos, também curtos e sem sucesso. Depois desta época miserável, o melhor será a mudança na continuidade. Desde a revolução do rei artur, que as revoluções só nos enfraquecem...
Deixemo-nos de dramatismos. O treinador pode sair porque outro virá. Os jogadores podem sair que outros virão. O presidente pode sair porque outro lhe seguirá. Só a instituição permanece, sempre a mesma, gloriosa. E o que é, geneticamente e espiritualmente, essa instituição gloriosa? Todos nós. Por isso, é hora de todos nós sermos Benfica. Já eramos Benfica antes de Eusébio, antes das Taças, antes dos estádios. Passamos por tempos muito piores e nunca soçobramos, porque fomos Benfica. É hora de perceber onde se errou. É hora de união. É hora de humildade. Mais do que nunca, é hora de fazer juz ao lema do nosso clube:
E PLURIBUS UNUN
Era de prever que de entre os pseudo candidatos, surgissem estas duas correntes, digamos, do apocalipse. De um lado, os que projectam um Benfica à porto (onde é que eu já ouvi isto?). Do outro, os que surgirão com a promessa da terra prometida e muitos cifrões. De um lado e de outro aparecerão nomes sonantes de jogadores e treinadores. Será desta que virá o Jardel?
Não é hora de radicalismos. Qualquer passo em falso poderá significar novamente um retrocesso de vários anos a todos os níveis. A nível financeiro e organizacional. Nas camadas jovens. Nas modalidades. Estamos melhores que à dez anos? Estamos. Temos que ser muito melhores? Temos. Mas o caminho não pode ser o do desespero e das promessas fáceis. Não pode ser o quebrar de ciclos para que se lhe sigam novos ciclos, também curtos e sem sucesso. Depois desta época miserável, o melhor será a mudança na continuidade. Desde a revolução do rei artur, que as revoluções só nos enfraquecem...
Deixemo-nos de dramatismos. O treinador pode sair porque outro virá. Os jogadores podem sair que outros virão. O presidente pode sair porque outro lhe seguirá. Só a instituição permanece, sempre a mesma, gloriosa. E o que é, geneticamente e espiritualmente, essa instituição gloriosa? Todos nós. Por isso, é hora de todos nós sermos Benfica. Já eramos Benfica antes de Eusébio, antes das Taças, antes dos estádios. Passamos por tempos muito piores e nunca soçobramos, porque fomos Benfica. É hora de perceber onde se errou. É hora de união. É hora de humildade. Mais do que nunca, é hora de fazer juz ao lema do nosso clube:
E PLURIBUS UNUN
Voltamos dentro de momentos
Por motivos profissionais, não nos tem sido possível actualizar regularmente o blog. (isso e a queima)... (e a depressão que se abateu sobre todos nós nas últimas duas semanas...)... (e as que se adivinham até ao fim do campeonato...)
Fala o RAP:
Portugal lava mais branco
O Benfica não foi feito para lutar pelo terceiro lugar. A BOLA não me paga para escrever evidências (na verdade, paga-me para escrever parvoíces, e eu levo muito a sério os meus contratos), mas pelos vistos tem de ser. Nós não fomos feitos para andar a fazer contas aos resultados do Nacional da Madeira. Por isso, como é evidente, não encontro especial consolo nas declarações de Quique Flores, segundo o qual foram atingidos certos objectivos invisíveis. Na qualidade de benfiquista que não é dotado de visão de raio x, devo dizer que prefiro os objectivos que se podem ver, sobretudo os que têm forma de taça.
Eu sou pela estabilidade, mas não para o treinador. Para o director desportivo, sim: espero que Rui Costa tenha estabilidade para trabalhar muitos anos. De preferência com um treinador que perceba mesmo de futebol. Acho que era giro e inovador. Se tiver de ser um espanhol, o Ernesto Valverde está disponível.
Bruno Carvalho é, até agora, o único candidato à presidência do Benfica. Confesso que gosto de candidatos à presidência do Benfica. Não conheço cargo mais importante, e simpatizo com todos os que acreditam ter capacidade para o desempenhar — e mesmo com os que além disso acreditam que são Napoleão Bonaparte, como Guerra Madaleno. Mas acho um mau sinal que o mandatário da candidatura de Bruno Carvalho seja Petit. O Petit era um jogador à Benfica, e o que fez em campo pelo Glorioso só merece admiração. O problema é que o Petit é do Boavista. No dia 14 de Setembro de 2008, Petit confessou à imprensa que gostaria de voltar para o Boavista «como jogador, como director ou noutra qualquer função.» Volto a citar o Petit: «Quero levantar-me cedo da cama para fazer o que mais gosto e ajudar o clube do meu coração.» Nada disto é censurável: o Petit tem todo o direito a amar o clube que o formou. Mas o mandatário dos candidatos a presidente do Benfica não devia ser um benfiquista?
Pinto da Costa revelou esta semana o segredo do seu sucesso: o Porto é campeão porque ele escolhe os melhores. Os melhores quê?, pergunta o leitor. Pinto da Costa não disse. Mas quem, como nós, tem acompanhado a carreira do presidente do Porto, pode conjecturar. Os melhores lotes de café, talvez, para receber os árbitros em casa com a dignidade que eles merecem. Ou os melhores lugares no avião, para que eles cheguem ao Brasil mais descansados. São hipóteses possíveis, mas em Portugal os limites do possível excedem em muito a fronteira do provável. Em Portugal, é possível um dirigente estar a cumprir pena de suspensão por tentativa de corrupção activa e, simultaneamente, ser apontado pela comunicação social como um modelo irrepreensível de dirigismo competente. É um país em que nada mancha. Portugal lava mais branco que o OMO.
Há tempos dei por mim a pensar que o Brasil é o único país da América do Sul que pode ambicionar ser campeão da Europa: com a quantidade de brasileiros naturalizados nas selecções europeias, em breve haverá uma equipa exclusivamente composta por brasileiro a vencer o Campeonato da Europa. Portugal detém um recorde parecido: é o único país da América Latina que fica no continente europeu.
Fala o RAP:
Portugal lava mais branco
O Benfica não foi feito para lutar pelo terceiro lugar. A BOLA não me paga para escrever evidências (na verdade, paga-me para escrever parvoíces, e eu levo muito a sério os meus contratos), mas pelos vistos tem de ser. Nós não fomos feitos para andar a fazer contas aos resultados do Nacional da Madeira. Por isso, como é evidente, não encontro especial consolo nas declarações de Quique Flores, segundo o qual foram atingidos certos objectivos invisíveis. Na qualidade de benfiquista que não é dotado de visão de raio x, devo dizer que prefiro os objectivos que se podem ver, sobretudo os que têm forma de taça.
Eu sou pela estabilidade, mas não para o treinador. Para o director desportivo, sim: espero que Rui Costa tenha estabilidade para trabalhar muitos anos. De preferência com um treinador que perceba mesmo de futebol. Acho que era giro e inovador. Se tiver de ser um espanhol, o Ernesto Valverde está disponível.
Bruno Carvalho é, até agora, o único candidato à presidência do Benfica. Confesso que gosto de candidatos à presidência do Benfica. Não conheço cargo mais importante, e simpatizo com todos os que acreditam ter capacidade para o desempenhar — e mesmo com os que além disso acreditam que são Napoleão Bonaparte, como Guerra Madaleno. Mas acho um mau sinal que o mandatário da candidatura de Bruno Carvalho seja Petit. O Petit era um jogador à Benfica, e o que fez em campo pelo Glorioso só merece admiração. O problema é que o Petit é do Boavista. No dia 14 de Setembro de 2008, Petit confessou à imprensa que gostaria de voltar para o Boavista «como jogador, como director ou noutra qualquer função.» Volto a citar o Petit: «Quero levantar-me cedo da cama para fazer o que mais gosto e ajudar o clube do meu coração.» Nada disto é censurável: o Petit tem todo o direito a amar o clube que o formou. Mas o mandatário dos candidatos a presidente do Benfica não devia ser um benfiquista?
Pinto da Costa revelou esta semana o segredo do seu sucesso: o Porto é campeão porque ele escolhe os melhores. Os melhores quê?, pergunta o leitor. Pinto da Costa não disse. Mas quem, como nós, tem acompanhado a carreira do presidente do Porto, pode conjecturar. Os melhores lotes de café, talvez, para receber os árbitros em casa com a dignidade que eles merecem. Ou os melhores lugares no avião, para que eles cheguem ao Brasil mais descansados. São hipóteses possíveis, mas em Portugal os limites do possível excedem em muito a fronteira do provável. Em Portugal, é possível um dirigente estar a cumprir pena de suspensão por tentativa de corrupção activa e, simultaneamente, ser apontado pela comunicação social como um modelo irrepreensível de dirigismo competente. É um país em que nada mancha. Portugal lava mais branco que o OMO.
Há tempos dei por mim a pensar que o Brasil é o único país da América do Sul que pode ambicionar ser campeão da Europa: com a quantidade de brasileiros naturalizados nas selecções europeias, em breve haverá uma equipa exclusivamente composta por brasileiro a vencer o Campeonato da Europa. Portugal detém um recorde parecido: é o único país da América Latina que fica no continente europeu.
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