Tenho vindo a assistir estupefacto a um vasto leque de ataques, demagogias e todo o tipo de actos nocivos contra o Sport Lisboa e Benfica e os seus profissionais. Diria que são ossos do ofício, próprios de pertencer ao maior clube português, o que por conseguinte pressupõe saber lidar com os ódios viscerais de anti-benfiquistas primários. Então porquê a estupefacção? Porque uma parte significativa dos ditos ataques advêm de benfiquistas.
O benfiquismo vive um paradôxo entre os que recordam o Benfica de há 50 anos atrás, os que recordam o Benfica de há 15, e aqueles que regem os seus níveis de confiança de acordo com os resultados que a equipa de futebol produz, em comunhão com o que alguns novos opinadores da desgraça alheia acham por bem partilhar.
Pois bem amigos, neste momento o maior inimigo do Benfica são os "benfiquistas", não confundir com benfiquistas, pois "benfiquistas" e benfiquistas são questões distintas. Os benfiquistas sabem honrar o lema do Sport Lisboa e Benfica «E pluribus unum», "benfiquistas" alinham na maré do deita abaixo, da maledicência, e nada fazem para remar contra.
Para os "benfiquistas" como eles, não importa explicar que a hegemonia portista se baseia (também) na desunião entre os benfiquistas, para os "benfiquistas" como eles não interessa entender que vão na cantiga portista do dividir para reinar, para "benfiquistas" como eles os profissionais do Benfica devem ser superiores a tudo e não se devem deixar abalar pela crítica dos próprios... "benfiquistas".
Esses “benfiquistas” não se coíbiram de criticar as declarações de António Pragal Colaço à Benfica TV sem tão pouco as contextualizarem, esses “benfiquistas” demarcaram-se do «incentivo à violência» e do que consideraram «ultrajante e uma vergonha para o Benfica», pena que esses “benfiquistas” não tenham tido o mesmo nível de indignação quando por exemplo Hermínio Loureiro denunciou ameaças da SAD portista.
O Benfica perdeu uns quantos jogos, e então? A solução passa por criticar? Não bastasse os anti-benfiquistas primários Rui Moreira, Miguel Sousa Tavares, Bernardo Ribeiro, Vitor Pinto, Alexandre Pais, António Varela, António Pereira, etc, etc, com as suas croniquetas, agora também os "benfiquistas" recorrem a blogs, fórums, aqui e acolá criticam Roberto porque foi caro e é um flop, Jorge Jesus porque é teimoso e monta mal a equipa, Rui Costa porque planeou mal a época, Luís Filipe Vieira porque anda a fazer negócios à custa do clube. Coisas de “benfiquistas”, embevecidos pela própria fluidez de um pensamento maldizente.
Deverá ser benfiquista quem consiste em partilhar e divulgar boatos e negativismo, mascarando isso de «realismo»? Caríssimos, deixemo-nos de tretas, para o melhor e para o pior, ser benfiquista transcende isso tudo e é mais do que servir os propósitos do inimigo quão Judas deste século.
Parem para pensar e reflictam sobre se a vossa maneira de pensar e sobretudo se a vossa maneira de agir está em consonância com os princípios de um verdadeiro benfiquista. Contrariamente ao que poderão pensar, esses princípios não renegam o direito à crítica. Para isso podemos evocar a democracia vivida no Sport Lisboa e Benfica há mais de um século. Mas isso não invalida que sempre que se justifique uma crítica ela deva ser feita de uma forma correcta e consciente e nos locais próprios junto das pessoas adequadas. Porque se não o fizerem como infelizmente está a acontecer, isso não é democracia nem liberdade. É um atentado ao próprio Sport Lisboa e Benfica que enquanto Instituição tem forçosamente que estar acima de eventuais questões de ordem pessoal.
Ademais, se este espaço é tão democrático quanto o clube que representa, decerto também terá a coragem de publicar estas breves considerações. Saudações benfiquistas.
por pguerreiro em 2010-09-04 23:20:42
http://serbenfiquista.com/artigos/5534
Excelente artigo, a minha vénia!
06 setembro 2010
13 agosto 2010
As nossas coisinhas de Verão
Leonor Pinhão
Carlos Queiróz não tem no seu país um estatuto de ídolo. O que é estranho porque Queiroz, ainda que uns bons degraus curriculares abaixo de José Mourinho, trabalhou no estrangeiro com sucesso ao serviço de um gigante europeu como é o Manchester United.
Em Portugal, há duas décadas, Queiroz levou a selecção nacional de juniores à conquista de dois títulos mundiais do escalão e este ano, em 2010, na fase final do mundial de seniores, levou a equipa nacional até aos oitavos-de-final e soçobrou perante a Espanha que haveria de se sagrar campeã do mundo, o que não é pouco.
No entanto, a FPF está farta de Carlos Queiroz e magicou um modo desajeitado de se ver livre do seleccionador. Não será coisa de espantar se Carlos Queiroz fizer vingar o seu contrato e os seus direitos e acabar por ser ele, o treinador, a despedir o presidente, Gilberto Madaíl. E não venham depois dizer que nunca viram nada parecido…
Não sendo um ídolo, Carlos Queiroz não arrasta multidões, não tem lobbies a favor nem contra e o seu destino profissional é mais ou menos indiferente à grande massa de adeptos portugueses que censurarão mais facilmente ao treinador a total ausência de brilho da Selecção na África do Sul do que a fraca “postura verbal” de que é formalmente acusado.
E é este o risco que corre Carlos Queiroz se não for ele próprio a meter um travão ao aproveitamento que se está a fazer do seu lamentável caso. É que, pelo andar da carruagem, Queiroz que não é um ídolo dos amantes do futebol, arrisca tornar-se um ídolo dos amantes da ordinarice e da violência e, francamente, ninguém merece uma coisa destas.
Carlos Queiroz agrediu um jornalista no Aeroporto de Lisboa e insultou um funcionário do Estado português, que se limitava a cumprir com o seu trabalho, em termos de fazer corar as pedras da calçada. Este currículo de Queiroz dá-lhe uma aura de ídolo e de santidade por todas as capelas onde bater em jornalistas e falar como um labrego é a liturgia oficial.
Inevitavelmente, os dois episódios fazem já parte do anedotário futebolístico nacional e se há coisa de que um seleccionador nacional não precisa é de entrar como protagonista em anedotas ainda que as anedotas se esqueçam facilmente até porque, no nosso país, há uma grande capacidade de renovação de reportórios tantas são as situações com que a realidade nos bombardeia.
O presidente do FC Porto, por exemplo, apresentou-se na sede da Federação Portuguesa de Futebol para colaborar na defesa de Carlos Queiroz. Pinto da Costa considerou o caso «ridículo» e considerou «normais» as palavras que terão dado origem ao processo disciplinar. E curvou-se, humildemente, perante a figura respeitável do manager do Manchester United afirmando: «Vir alguém como o Sir Alex Ferguson de Inglaterra para testemunhar até se torna preocupante…».
Fica, assim, provado que Pinto da Costa já se esqueceu da melhor anedota jamais contada por Sir Alex Ferguson que, um certo dia, falou na competitividade do campeonato português nos seguintes e escorreitos termos: «O FC Porto está habituado a comprar títulos no supermercado». E nem lhe foi preciso dizer uma asneirola.
NÃO é comum acontecer mas, pelo menos nesta semana, entre benfiquistas e portistas regista-se uma espécie de unanimidade de opinião que é digna de enaltecer. Se o mérito do vencedor da Supertaça mal se discute, também a eleição do nome do melhor jogador em campo não oferece, praticamente, motivo para argumentações e contra-argumentações.
Em Aveiro, o melhor em campo foi Silvestre Varela, ponto final, parágrafo.
É sempre curioso quando vemos concordar duas multidões rivais vocacionadas para discordar. E porque é diferente é original e é saudável.
Menos original e menos saudável é, aparentemente, a posição expressa em público e em privado por muitos adeptos do Sporting que hesitam em atribuir o título de melhor em campo a Silvestre Varela visto que também lhes agradou imenso a exibição de João Moutinho, na sua estreia oficial pelo FC Porto, no jogo de domingo passado.
Se para uns, Varela foi a gazua que desarticulou as capacidades defensivas do campeão, para outros foi Moutinho o herói de Aveiro porque foi ele quem, sozinho conseguiu carregar de cartões amarelos meia equipa do Benfica, o que também tem o seu valor.
Observando o universo leonino, de fora e de longe, conclui-se que é uma verdadeira alegria sportinguistas oferecerem os seus melhores jogadores ao FC Porto só para os ver, finalmente, ganhar títulos ao Benfica. Ou seja, o Sporting projecta-se mentalmente no FC Porto e acaba por dar razão a Moutinho que, mais esperto, se projectou fisicamente para o Estádio do Dragão para, como o próprio explicou, «ganhar títulos», que só muito dificilmente ganharia em Alvalade.
Com o devido respeito, trata-se de uma situação curiosa do ponto de vista da psiquiatria de massas. Não tenho nada mais a acrescentar.
HONESTAMENTE, nada tenho a censurar aos jogadores do Benfica na final da Supertaça no que diz respeito ao pouco entusiasmo e à reduzidíssima capacidade de concentração que exibiram no sábado passado em Aveiro. Eu própria, só mesmo à hora do jogo é que me lembrei que havia futebol e que o Benfica ia jogar. Isto para verem como uma pessoa pode desconcentrar-se facilmente em certos momentos que deviam exigir maior acuidade e empenho.
Presumo que aos jogadores do Benfica tenha acontecido precisamente a mesma coisa. Pronto, passaram um sábado distraído e quando deram pela coisa já não havia nada a fazer. É normal, ao fim e ao cabo. A Supertaça não nos diz muito. O Benfica entrou em campo no sábado com um registo de 9-1 em finais perdidas para o FC Porto. Valeria a pena tentar reduzir para9-2? Não, de modo algum, até parecia mal. Pessoalmente, prefiro 10-1 a 9-2, tem mais dignidade. 10-1 em finais da Supertaça perdidas para o FC Porto não é nenhum desastre. É apenas um depoimento sobre a dita competição, uma espécie de tese de pedantismo levado ao extremo. Confesso, gosto. E antes isto do que nos desculparmos com o facto de a Federação Portuguesa de Futebol, organizadora da prova, não ter feito disputar o jogo com a Jabulani, a moderna bola a que a nossa equipa tão bem se adaptou na pré-temporada.
A mudança de bola pode-nos ter sido fatal? Provavelmente. E poderíamos até elaborar uma longa dissertação sobre o tema, à laia de desculpa esfarrapada, se não tivesse sido exactamente essa a desculpa dada por André Villas-Boas depois das duas derrotas do FC Porto no torneio de Paris…
Leonor Pinhão, 12 de Agosto
in Jornal A Bola
Carlos Queiróz não tem no seu país um estatuto de ídolo. O que é estranho porque Queiroz, ainda que uns bons degraus curriculares abaixo de José Mourinho, trabalhou no estrangeiro com sucesso ao serviço de um gigante europeu como é o Manchester United.
Em Portugal, há duas décadas, Queiroz levou a selecção nacional de juniores à conquista de dois títulos mundiais do escalão e este ano, em 2010, na fase final do mundial de seniores, levou a equipa nacional até aos oitavos-de-final e soçobrou perante a Espanha que haveria de se sagrar campeã do mundo, o que não é pouco.
No entanto, a FPF está farta de Carlos Queiroz e magicou um modo desajeitado de se ver livre do seleccionador. Não será coisa de espantar se Carlos Queiroz fizer vingar o seu contrato e os seus direitos e acabar por ser ele, o treinador, a despedir o presidente, Gilberto Madaíl. E não venham depois dizer que nunca viram nada parecido…
Não sendo um ídolo, Carlos Queiroz não arrasta multidões, não tem lobbies a favor nem contra e o seu destino profissional é mais ou menos indiferente à grande massa de adeptos portugueses que censurarão mais facilmente ao treinador a total ausência de brilho da Selecção na África do Sul do que a fraca “postura verbal” de que é formalmente acusado.
E é este o risco que corre Carlos Queiroz se não for ele próprio a meter um travão ao aproveitamento que se está a fazer do seu lamentável caso. É que, pelo andar da carruagem, Queiroz que não é um ídolo dos amantes do futebol, arrisca tornar-se um ídolo dos amantes da ordinarice e da violência e, francamente, ninguém merece uma coisa destas.
Carlos Queiroz agrediu um jornalista no Aeroporto de Lisboa e insultou um funcionário do Estado português, que se limitava a cumprir com o seu trabalho, em termos de fazer corar as pedras da calçada. Este currículo de Queiroz dá-lhe uma aura de ídolo e de santidade por todas as capelas onde bater em jornalistas e falar como um labrego é a liturgia oficial.
Inevitavelmente, os dois episódios fazem já parte do anedotário futebolístico nacional e se há coisa de que um seleccionador nacional não precisa é de entrar como protagonista em anedotas ainda que as anedotas se esqueçam facilmente até porque, no nosso país, há uma grande capacidade de renovação de reportórios tantas são as situações com que a realidade nos bombardeia.
O presidente do FC Porto, por exemplo, apresentou-se na sede da Federação Portuguesa de Futebol para colaborar na defesa de Carlos Queiroz. Pinto da Costa considerou o caso «ridículo» e considerou «normais» as palavras que terão dado origem ao processo disciplinar. E curvou-se, humildemente, perante a figura respeitável do manager do Manchester United afirmando: «Vir alguém como o Sir Alex Ferguson de Inglaterra para testemunhar até se torna preocupante…».
Fica, assim, provado que Pinto da Costa já se esqueceu da melhor anedota jamais contada por Sir Alex Ferguson que, um certo dia, falou na competitividade do campeonato português nos seguintes e escorreitos termos: «O FC Porto está habituado a comprar títulos no supermercado». E nem lhe foi preciso dizer uma asneirola.
NÃO é comum acontecer mas, pelo menos nesta semana, entre benfiquistas e portistas regista-se uma espécie de unanimidade de opinião que é digna de enaltecer. Se o mérito do vencedor da Supertaça mal se discute, também a eleição do nome do melhor jogador em campo não oferece, praticamente, motivo para argumentações e contra-argumentações.
Em Aveiro, o melhor em campo foi Silvestre Varela, ponto final, parágrafo.
É sempre curioso quando vemos concordar duas multidões rivais vocacionadas para discordar. E porque é diferente é original e é saudável.
Menos original e menos saudável é, aparentemente, a posição expressa em público e em privado por muitos adeptos do Sporting que hesitam em atribuir o título de melhor em campo a Silvestre Varela visto que também lhes agradou imenso a exibição de João Moutinho, na sua estreia oficial pelo FC Porto, no jogo de domingo passado.
Se para uns, Varela foi a gazua que desarticulou as capacidades defensivas do campeão, para outros foi Moutinho o herói de Aveiro porque foi ele quem, sozinho conseguiu carregar de cartões amarelos meia equipa do Benfica, o que também tem o seu valor.
Observando o universo leonino, de fora e de longe, conclui-se que é uma verdadeira alegria sportinguistas oferecerem os seus melhores jogadores ao FC Porto só para os ver, finalmente, ganhar títulos ao Benfica. Ou seja, o Sporting projecta-se mentalmente no FC Porto e acaba por dar razão a Moutinho que, mais esperto, se projectou fisicamente para o Estádio do Dragão para, como o próprio explicou, «ganhar títulos», que só muito dificilmente ganharia em Alvalade.
Com o devido respeito, trata-se de uma situação curiosa do ponto de vista da psiquiatria de massas. Não tenho nada mais a acrescentar.
HONESTAMENTE, nada tenho a censurar aos jogadores do Benfica na final da Supertaça no que diz respeito ao pouco entusiasmo e à reduzidíssima capacidade de concentração que exibiram no sábado passado em Aveiro. Eu própria, só mesmo à hora do jogo é que me lembrei que havia futebol e que o Benfica ia jogar. Isto para verem como uma pessoa pode desconcentrar-se facilmente em certos momentos que deviam exigir maior acuidade e empenho.
Presumo que aos jogadores do Benfica tenha acontecido precisamente a mesma coisa. Pronto, passaram um sábado distraído e quando deram pela coisa já não havia nada a fazer. É normal, ao fim e ao cabo. A Supertaça não nos diz muito. O Benfica entrou em campo no sábado com um registo de 9-1 em finais perdidas para o FC Porto. Valeria a pena tentar reduzir para9-2? Não, de modo algum, até parecia mal. Pessoalmente, prefiro 10-1 a 9-2, tem mais dignidade. 10-1 em finais da Supertaça perdidas para o FC Porto não é nenhum desastre. É apenas um depoimento sobre a dita competição, uma espécie de tese de pedantismo levado ao extremo. Confesso, gosto. E antes isto do que nos desculparmos com o facto de a Federação Portuguesa de Futebol, organizadora da prova, não ter feito disputar o jogo com a Jabulani, a moderna bola a que a nossa equipa tão bem se adaptou na pré-temporada.
A mudança de bola pode-nos ter sido fatal? Provavelmente. E poderíamos até elaborar uma longa dissertação sobre o tema, à laia de desculpa esfarrapada, se não tivesse sido exactamente essa a desculpa dada por André Villas-Boas depois das duas derrotas do FC Porto no torneio de Paris…
Leonor Pinhão, 12 de Agosto
in Jornal A Bola
28 julho 2010
Nós temos o poder!
http://www.youtube.com/watch?v=CyLS3Umb_rA&feature=player_embedded
Pedimos desculpa por conspurcar este espaço com as imagens e o áudio do vídeo a que podem aceder no link acima. Pergunto a todos os benfiquistas o que mais faltará para boicotar completamente esse canal e todos os seus produtos. Depois desta execrável demonstração de falta de profissionalismo, desta repugnante desonestidade, pergunto se haverá alguém que ainda não tenha visto a máscara cair...
Um benfiquista que seja assinante desse canal não é um bom benfiquista. Mais grave ainda, são aqueles "benfiquistas" que não são sócios do Glorioso com a desculpa do dinheiro, mas pagam uma obscenidade por mês para terem um serviço desta qualidade...
Se depois disto, 1 em cada 10 benfiquistas, cancelasse a subscrição do canal, eles iam sentir qualquer coisa... se fosse 5 em 10, entravam em estado de choque, anémicos... se fossem 10 em 10, esses papagaios iriam papaguear para o esgoto de onde saíram, o canal fechava e o resto da comunicação social ganhava o respeito que nós merecemos...
Muitos sacrifícios são pedidos a um benfiquista. Este até é dos mais fáceis... para quê pagar para ter o que está disponível de forma gratuita, pela internet? Para pagar o salários a esses asnos falantes? Nós temos o poder! Queremos usá-lo, ou não queremos usá-lo? Ficamos ofendidos, ou não ficamos ofendidos? Fazem de nós parvos, ou não fazem de nós parvos? Queremos dizer um BASTA, ou continuamos impávidos perante esta manada que vive para fuçar no vermelho?
Nós temos o poder! Passa a palavra, sê benfiquista e defende-nos!
p.s.- Já passaram quase 24 horas e continuamos à espera de um pedido formal de desculpas... por mim bem que o podem enfiar... e espero não tornar a ver certos indivíduos na tribuna da Luz...
Pedimos desculpa por conspurcar este espaço com as imagens e o áudio do vídeo a que podem aceder no link acima. Pergunto a todos os benfiquistas o que mais faltará para boicotar completamente esse canal e todos os seus produtos. Depois desta execrável demonstração de falta de profissionalismo, desta repugnante desonestidade, pergunto se haverá alguém que ainda não tenha visto a máscara cair...
Um benfiquista que seja assinante desse canal não é um bom benfiquista. Mais grave ainda, são aqueles "benfiquistas" que não são sócios do Glorioso com a desculpa do dinheiro, mas pagam uma obscenidade por mês para terem um serviço desta qualidade...
Se depois disto, 1 em cada 10 benfiquistas, cancelasse a subscrição do canal, eles iam sentir qualquer coisa... se fosse 5 em 10, entravam em estado de choque, anémicos... se fossem 10 em 10, esses papagaios iriam papaguear para o esgoto de onde saíram, o canal fechava e o resto da comunicação social ganhava o respeito que nós merecemos...
Muitos sacrifícios são pedidos a um benfiquista. Este até é dos mais fáceis... para quê pagar para ter o que está disponível de forma gratuita, pela internet? Para pagar o salários a esses asnos falantes? Nós temos o poder! Queremos usá-lo, ou não queremos usá-lo? Ficamos ofendidos, ou não ficamos ofendidos? Fazem de nós parvos, ou não fazem de nós parvos? Queremos dizer um BASTA, ou continuamos impávidos perante esta manada que vive para fuçar no vermelho?
Nós temos o poder! Passa a palavra, sê benfiquista e defende-nos!
p.s.- Já passaram quase 24 horas e continuamos à espera de um pedido formal de desculpas... por mim bem que o podem enfiar... e espero não tornar a ver certos indivíduos na tribuna da Luz...
17 julho 2010
Roberto
Roberto não teve culpas em nenhum dos golos sofridos.
Hoje a defesa deixou muito a desejar e não só nos golos. Em vários lances houve muito nervosismo e falta de agressividade da nossa equipa e é latente a falta de um lider no quintento defensivo, que tem afectado a forma do próprio Javi Garcia nesta pré-época.
Estes jogos trazem pouca competitividade à equipa e não serve para mais do que rodar e criar mecanismos. Nem Jesus está preocupado e vamos estar nós?
A postura da equipa técnica no banco é deixar os miudos jogar e gritar para corrigir. Não há pressão...até hoje!
O próximo jogo será com a equipa que deveriamos jogar em todas as pré-épocas pela garra e competividade que trazem sempre que jogam contra o Benfica, só é pena não haver tempo de recuperação.
Um excelente primeiro teste para a equipa que, através do J. Jesus, sentirá a pressão de ganhar, pela primeira vez esta época.
Hoje a defesa deixou muito a desejar e não só nos golos. Em vários lances houve muito nervosismo e falta de agressividade da nossa equipa e é latente a falta de um lider no quintento defensivo, que tem afectado a forma do próprio Javi Garcia nesta pré-época.
Estes jogos trazem pouca competitividade à equipa e não serve para mais do que rodar e criar mecanismos. Nem Jesus está preocupado e vamos estar nós?
A postura da equipa técnica no banco é deixar os miudos jogar e gritar para corrigir. Não há pressão...até hoje!
O próximo jogo será com a equipa que deveriamos jogar em todas as pré-épocas pela garra e competividade que trazem sempre que jogam contra o Benfica, só é pena não haver tempo de recuperação.
Um excelente primeiro teste para a equipa que, através do J. Jesus, sentirá a pressão de ganhar, pela primeira vez esta época.
05 julho 2010
O pomar, o bicho e os nabos
Está oficialmente aberta a silly season deste ano, com a venda do capitão do 4º classificado para os andrades. Já muita tinta fez correr esta negociata que, embora mediática, não deixa de ser uma peça de teatro, fraquinha, diga-se, já estafadamente repetida em outras ocasiões... Algumas considerações:
- Moutinho força a saída ao "perder as estribeiras", afirmando já ter a palavra dada ao fcp. Ao que parece, tal acordo não era do conhecimento leonino, portanto não tinha sido autorizado às partes iniciar negociações, nem Moutinho se encontrava a menos de seis meses do final de contrato... Típico... de parvos, de um lado, e corruptos, do outro...
- O atleta, com cláusula de rescisão fixada em 22,5 milhões de euros, é vendido por menos de metade. É ainda fixada uma cláusula que estipula uma percentagem de 25% numa futura venda, mas que incide apenas nas mais-valias do negócio. Ou seja, o scp terá direito a receber 25% do montante que superar os 11M... Típico... Compram fruta (como eles gostam disto...), podre, ao que parece, e ainda impingem os nabos, um central vulgar, garantindo, ainda assim, para cúmulo da nabice, 50% de uma futura venda... AhahH Mas o pormenor mais delicioso, é que queriam impingir também outro legume, em tempos muito valioso para o clube da fruta (de dormir, não confundir com a fruta podre como bem alimentar). Nem mais nem menos, a "estrela", o "roubado", o 6million man, a "meretriz uruguaia", cristian "Cebola" rodriguez... de estrela da equipa a dispensado... cada um tem o que merece, parabéns! Como hoje estamos numa de ditados, "quem ri por último, ri melhor"!
Costinha afirma que "é preciso expulsar a fruta podre do pomar". Ou será o pomar que está podre, infectado desde longos anos pela política de associação com o clube da... fruta? Que ora é uma relação assumida, ora encapotada e, não raras vezes, como é o caso, submissa... Mas lá diz o ditado, entre marido e mulher não se mete a colher... mas também "zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades"... e isto tem sido um fartote de riso! Valha-nos isto, para garantir umas boas gargalhadas, já que aquilo que mais parecia uma excursão do Inatel (com todo o respeito ao Inatel), com o Queiróz ao comando do leme, naufragou...
Para finalizar, queria apenas discordar de todos aqueles que afirmam não compreender como pode um clube vender o seu capitão a outro clube, rival, que luta pelos mesmos objectivos. É muito simples. É que, de facto, não lutam pelos mesmos objectivos, nem são rivais. Quanto aos objectivos, espero para ver se na negociata do Moutinho, não está incluída mais uma cláusula, aquela que garante o segundo lugar aos lagartos. Se bem que isto, depois de falhar estrondosamente promessas a um morto, fica mais difícil de convencer os vivos... Sobre serem rivais, não é verdade, porque como é óbvio, o rival de ambos é o Benfica! Já quanto a nós, tenho desde há muito tempo a convicção, a cada ano maior, que posso afirmar que "ainda sou do tempo em que o scp era nosso rival"...
Tudo isto para ilustrar o que tem sido este "defeso". Os andrades, como não sabem fazer de outra maneira e é da maneira que eles têm orgulho, limitam-se a fuçar tudo aquilo que desperte interesse aos outros clubes, "roubando", como eles se gabam, este e aquele e o que vier, sem tino nem rumo. O scp continua, na linha de exemplos anteriores, vide Capuchos, Cleitons, a realizar excelentes negócios. Não para o scp, mas excelentes negócios para todos os outros envolvidos, sem dúvida! O Benfica, para desespero dos pasquins cá do burgo, continua, na linha dos anos recentes, a realizar contratações atempadas, criteriosas e que são de responsabilidade transversal a toda a estrutura técnica e directiva. Se todas vão resultar em pleno, duvido, porque em futebol há sempre uma grande margem de erro. Mas a trabalhar assim, a percentagem de êxito sobe substancialmente a nosso favor.
Está quase a começar. O rolo compressor já ligou os motores. Quem quiser que se desvie, abram alas, que vem aí O Que É Maior Que Portugal! Carrrrrrrega!!!
p.s. - Uma das boas notícias da negociata sórdida de verão, é que agora o Brutus Alves vai poder pisar o Moutinho com muito mais facilidade...
- Moutinho força a saída ao "perder as estribeiras", afirmando já ter a palavra dada ao fcp. Ao que parece, tal acordo não era do conhecimento leonino, portanto não tinha sido autorizado às partes iniciar negociações, nem Moutinho se encontrava a menos de seis meses do final de contrato... Típico... de parvos, de um lado, e corruptos, do outro...
- O atleta, com cláusula de rescisão fixada em 22,5 milhões de euros, é vendido por menos de metade. É ainda fixada uma cláusula que estipula uma percentagem de 25% numa futura venda, mas que incide apenas nas mais-valias do negócio. Ou seja, o scp terá direito a receber 25% do montante que superar os 11M... Típico... Compram fruta (como eles gostam disto...), podre, ao que parece, e ainda impingem os nabos, um central vulgar, garantindo, ainda assim, para cúmulo da nabice, 50% de uma futura venda... AhahH Mas o pormenor mais delicioso, é que queriam impingir também outro legume, em tempos muito valioso para o clube da fruta (de dormir, não confundir com a fruta podre como bem alimentar). Nem mais nem menos, a "estrela", o "roubado", o 6million man, a "meretriz uruguaia", cristian "Cebola" rodriguez... de estrela da equipa a dispensado... cada um tem o que merece, parabéns! Como hoje estamos numa de ditados, "quem ri por último, ri melhor"!
Costinha afirma que "é preciso expulsar a fruta podre do pomar". Ou será o pomar que está podre, infectado desde longos anos pela política de associação com o clube da... fruta? Que ora é uma relação assumida, ora encapotada e, não raras vezes, como é o caso, submissa... Mas lá diz o ditado, entre marido e mulher não se mete a colher... mas também "zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades"... e isto tem sido um fartote de riso! Valha-nos isto, para garantir umas boas gargalhadas, já que aquilo que mais parecia uma excursão do Inatel (com todo o respeito ao Inatel), com o Queiróz ao comando do leme, naufragou...
Para finalizar, queria apenas discordar de todos aqueles que afirmam não compreender como pode um clube vender o seu capitão a outro clube, rival, que luta pelos mesmos objectivos. É muito simples. É que, de facto, não lutam pelos mesmos objectivos, nem são rivais. Quanto aos objectivos, espero para ver se na negociata do Moutinho, não está incluída mais uma cláusula, aquela que garante o segundo lugar aos lagartos. Se bem que isto, depois de falhar estrondosamente promessas a um morto, fica mais difícil de convencer os vivos... Sobre serem rivais, não é verdade, porque como é óbvio, o rival de ambos é o Benfica! Já quanto a nós, tenho desde há muito tempo a convicção, a cada ano maior, que posso afirmar que "ainda sou do tempo em que o scp era nosso rival"...
Tudo isto para ilustrar o que tem sido este "defeso". Os andrades, como não sabem fazer de outra maneira e é da maneira que eles têm orgulho, limitam-se a fuçar tudo aquilo que desperte interesse aos outros clubes, "roubando", como eles se gabam, este e aquele e o que vier, sem tino nem rumo. O scp continua, na linha de exemplos anteriores, vide Capuchos, Cleitons, a realizar excelentes negócios. Não para o scp, mas excelentes negócios para todos os outros envolvidos, sem dúvida! O Benfica, para desespero dos pasquins cá do burgo, continua, na linha dos anos recentes, a realizar contratações atempadas, criteriosas e que são de responsabilidade transversal a toda a estrutura técnica e directiva. Se todas vão resultar em pleno, duvido, porque em futebol há sempre uma grande margem de erro. Mas a trabalhar assim, a percentagem de êxito sobe substancialmente a nosso favor.
Está quase a começar. O rolo compressor já ligou os motores. Quem quiser que se desvie, abram alas, que vem aí O Que É Maior Que Portugal! Carrrrrrrega!!!
p.s. - Uma das boas notícias da negociata sórdida de verão, é que agora o Brutus Alves vai poder pisar o Moutinho com muito mais facilidade...
12 junho 2010
Para o RAP não há defeso, joga sempre ao ataque
Jorge Jesus no Porto? Nem na Playstation
[Sobre a contratação de Villas-Boas]
(…) não tenho opinião formada (e quem poderá tê-la?)
Miguel Sousa Tavares
A Bola, 8 de Junho de 2010
“É uma escolha fantástica”.
Rui Moreira
Antena 1, 2 Junho de 2010
A abordagem de Pinto da Costa a Jorge Jesus não resultou. Acontece. Por uma qualquer razão difícil de explicar, o treinador do campeão nacional não se mostrou interessado em ir orientar o terceiro classificado na Liga Europa. Enfim, nem todos os contactos do presidente do Porto podem ser tão bem sucedidos como aquele telefonema que manteve com o árbitro Augusto Duarte. E, além disso, é natural que os treinadores vivos desconfiem de um presidente que falha as promessas a treinadores falecidos. Benfiquismo à parte, foi pena. Sinceramente, gostaria de ter visto a equipa técnica que Jorge Jesus iria formar no Porto. Este adjunto que Pinto da Costa acabou de contratar podia ser um excelente ajudante de Raul José, Miguel Quaresma, Mário Monteiro e Pietra. Quem sabe se, no futuro, Villas-Boas não pode ainda integrar a equipa técnica de Jorge Jesus e aí demonstrar todo o seu celebrado talento para a observação e a estatística?
Tal como sucedeu nos processos de Domingos Névoa e Fátima Felgueiras, também o processo Apito Dourado terminou sem qualquer condenação por corrupção. O empresário Manuel Godinho, detido no âmbito de processo Faca Oculta, de quem se diz erroneamente que aguarda julgamento, na verdade aguarda absolvição. Os processos têm pontos de contacto notáveis. Fátima Felgueiras foi passar uma temporada ao Brasil, talvez no mesmo avião em que viajou Carlos José Amorim Calheiros, conhecido como Carlos Calheiros para efeitos de arbitragem e como José Amorim para fins turísticos. Por outro lado, enquanto Manuel Godinho oferecia peixe, Pinto da Costa oferecia fruta. Tudo víveres que devem fazer parte de uma alimentação saudável. Quanto mais não seja por semelhante elevação de princípios, não admira que não haja tribunal que se atreva a condenar esta gente.
Esta semana trouxe boas notícias e más notícias. A boa notícia é que Rúben Amorim foi chamado à Selecção. A má notícia é que foi chamado à Selecção portuguesa. Por um daqueles enormes azares, o rapaz não pode integrar uma equipa cuja categoria e ambição estejam à sua altura, infortúnio que partilha, aliás, com Fábio Coentrão. Que se apoiem mutuamente nesta hora difícil e voltem sãos e salvos, é o que lhes desejo. Até porque a equipa portuguesa continua a jogar um futebol desorganizado, com jogadores que parecem não saber o que estão a fazer em campo. Liedson, por exemplo, está de tal forma mal integrado na equipa que quem não soubesse até diria que é estrangeiro.
Depois de André Villas-Boas (sete épocas de Mourinho), Baltemar Brito (seis épocas de Mourinho) é o segundo adjunto do Special One a ser contratado para treinar um clube português. O Belenenses, sem capacidade financeira para sete épocas de Mourinho, teve de se contentar com seis. Além de que Baltemar Brito veste pior do que Villas-Boas, e não é ruivo. Nisto do futebol, a qualidade custa dinheiro, e tanto os fatos de bom corte como a coloração capilar têm um preço elevado, até pelos pontos que rendem no final da época. Segundo consta, o barbeiro de José Mourinho está nos planos do Trofense. Ora, na qualidade de cidadão que já trocou quatro SMS com o Special One, aproveito esta oportunidade para fazer saber ao mercado que não estou disponível para orientar equipas. Mas, ao que me dizem, o corta-unhas de José Mourinho vai mesmo treinar o Arrentela.
Ricardo Araújo Pereira, 12 de Junho de 2010
in A Bola
[Sobre a contratação de Villas-Boas]
(…) não tenho opinião formada (e quem poderá tê-la?)
Miguel Sousa Tavares
A Bola, 8 de Junho de 2010
“É uma escolha fantástica”.
Rui Moreira
Antena 1, 2 Junho de 2010
A abordagem de Pinto da Costa a Jorge Jesus não resultou. Acontece. Por uma qualquer razão difícil de explicar, o treinador do campeão nacional não se mostrou interessado em ir orientar o terceiro classificado na Liga Europa. Enfim, nem todos os contactos do presidente do Porto podem ser tão bem sucedidos como aquele telefonema que manteve com o árbitro Augusto Duarte. E, além disso, é natural que os treinadores vivos desconfiem de um presidente que falha as promessas a treinadores falecidos. Benfiquismo à parte, foi pena. Sinceramente, gostaria de ter visto a equipa técnica que Jorge Jesus iria formar no Porto. Este adjunto que Pinto da Costa acabou de contratar podia ser um excelente ajudante de Raul José, Miguel Quaresma, Mário Monteiro e Pietra. Quem sabe se, no futuro, Villas-Boas não pode ainda integrar a equipa técnica de Jorge Jesus e aí demonstrar todo o seu celebrado talento para a observação e a estatística?
Tal como sucedeu nos processos de Domingos Névoa e Fátima Felgueiras, também o processo Apito Dourado terminou sem qualquer condenação por corrupção. O empresário Manuel Godinho, detido no âmbito de processo Faca Oculta, de quem se diz erroneamente que aguarda julgamento, na verdade aguarda absolvição. Os processos têm pontos de contacto notáveis. Fátima Felgueiras foi passar uma temporada ao Brasil, talvez no mesmo avião em que viajou Carlos José Amorim Calheiros, conhecido como Carlos Calheiros para efeitos de arbitragem e como José Amorim para fins turísticos. Por outro lado, enquanto Manuel Godinho oferecia peixe, Pinto da Costa oferecia fruta. Tudo víveres que devem fazer parte de uma alimentação saudável. Quanto mais não seja por semelhante elevação de princípios, não admira que não haja tribunal que se atreva a condenar esta gente.
Esta semana trouxe boas notícias e más notícias. A boa notícia é que Rúben Amorim foi chamado à Selecção. A má notícia é que foi chamado à Selecção portuguesa. Por um daqueles enormes azares, o rapaz não pode integrar uma equipa cuja categoria e ambição estejam à sua altura, infortúnio que partilha, aliás, com Fábio Coentrão. Que se apoiem mutuamente nesta hora difícil e voltem sãos e salvos, é o que lhes desejo. Até porque a equipa portuguesa continua a jogar um futebol desorganizado, com jogadores que parecem não saber o que estão a fazer em campo. Liedson, por exemplo, está de tal forma mal integrado na equipa que quem não soubesse até diria que é estrangeiro.
Depois de André Villas-Boas (sete épocas de Mourinho), Baltemar Brito (seis épocas de Mourinho) é o segundo adjunto do Special One a ser contratado para treinar um clube português. O Belenenses, sem capacidade financeira para sete épocas de Mourinho, teve de se contentar com seis. Além de que Baltemar Brito veste pior do que Villas-Boas, e não é ruivo. Nisto do futebol, a qualidade custa dinheiro, e tanto os fatos de bom corte como a coloração capilar têm um preço elevado, até pelos pontos que rendem no final da época. Segundo consta, o barbeiro de José Mourinho está nos planos do Trofense. Ora, na qualidade de cidadão que já trocou quatro SMS com o Special One, aproveito esta oportunidade para fazer saber ao mercado que não estou disponível para orientar equipas. Mas, ao que me dizem, o corta-unhas de José Mourinho vai mesmo treinar o Arrentela.
Ricardo Araújo Pereira, 12 de Junho de 2010
in A Bola
13 abril 2010
É a hora!
Enfim chegou o dia e a hora! Uma época inteira de muita classe e qualidade que nos colocou, a cinco jogos do final, nesta posição. Eu quero e vou ser campeão, e vai começar por ser nesta noite... É a hora Benfica! Contra os papagaios agoirentos, contra as bufas fedorentas, contra os lagartos asquerosos. Contra os que menosprezam o que fizemos e o que somos. Contra tudo e contra todos, carrega Benfica, vamos vencer!!!
15 março 2010
Lição nº 2 - Ulrich Haberland
Foi há 16 anos, eu contava ainda 9 de idade, mas sabia que naquele dia jogava o Benfica. Ao contrário do que era habitual, não tinha o meu mentor habitual para ver o jogo comigo, impedido devido a compromissos futebolísticos... Mas eu sabia a que horas começava o jogo, que dava na 2, e ninguém me obrigou a jantar, enquanto eu contava os minutos para o início.
A primeira parte foi dividida, com ocasiões para ambos os lados e o intervalo chegou com o Benfica a perder por um. Eu já exasperava com os falhanços do ataque do Benfica e a azelhice do Neno. Na segunda parte, a toada mantinha-se mas o segundo golo dos alemães, aos 57', parecia decidir a eliminatória.
Mas os grandes fazem os grandes feitos nos momentos em que tudo parece estar perdido. E então, com aquela força que só os predestinados têm, então... fez-se história! E a meia hora que se seguiu foi uma das belas páginas já "escritas" pelas papoilas saltitantes... e esta chama imensa acendeu-se definitivamente dentro de mim para nunca mais se apagar...
Ainda os alemães estavam a festejar o segundo, e canto para nós. Marcado curto, a bola chega a Rui Costa, "chuta, de calcanhar para trás?, estás tolo?", pensava eu, bomba de Abel Xavier e golo! O Benfica estava de novo na discussão da eliminatória e tínhamos que marcar outro para ter vantagem no golo fora. E não demorou muito. A bola vai ao centro, o Benfica rapidamente a recupera e ganha canto. Canto marcado e João Pinto, quase parecia um Anjo, a voar na antecipação ao guarda-redes contrário. O Benfica estava na frente e eu, tal como aqueles milhares de benfiquistas que apoiavam o Benfica naquele estádio de nome esquisito, naquela terra distante, já estava louco de alegria. Mas ainda faltava muito para o final e os alemães eram perigosos...
O B. Leverkusen faz alterações e entra o perigosíssimo Paulo Sérgio. O Benfica começava a recuar e até eu sabia, com aquela idade, que aquela estratégia era perigosa, devido às debilidades defensivas do Benfica e ao forte ataque alemão. No entanto, quem tem Rui Costa tem alguém capaz de fazer um passe como aquele ao minuto 77, num contra-ataque, a isolar Kulkov, que colocava o Benfica a vencer! O Benfica recuperava de uma desvantagem de dois, tal como Toni disse, passamos do inferno ao paraíso.
Só que demoraram apenas 4' para voltarmos ao inferno, com mais dois golos de cabeça por parte dos alemães. Tudo parecia estar perdido. Não era possível, tanto sofrimento, que injustiça! Mas eu acreditava. Era o Benfica e o Benfica de tudo era capaz. Só precisávamos de um golo e eu acreditava. E aqueles benfiquistas naquelas bancadas acreditavam. E os jogadores acreditaram. E o João Pinto, numa jogada de génio, deu o golo a marcar ao Kulkov. Kulkov marcou e nunca um empate teve um sabor tão especial. Sabia a vitória. Sabia a Benfica!
Acabámos por ser injustamente eliminados pelo Parma, mas aquela noite, no Ulrich Haberland, ficou marcada para mim e, tenho a certeza, para muitos, como uma das mais belas epopeias europeias do Benfica. Desse dia até hoje, só igualada pela vitória em Anfield, contra o campeão europeu. Esta semana temos mais um encontro com a história. Cabe aos que entrarem em campo e a todos os que estiverem do lado de fora, lutar para inscrever o nome do Benfica no lado dos vencedores. Eu acredito! É o Benfica que vai jogar? Então é para vencer! Vencer, vencer,vencer!!!
A primeira parte foi dividida, com ocasiões para ambos os lados e o intervalo chegou com o Benfica a perder por um. Eu já exasperava com os falhanços do ataque do Benfica e a azelhice do Neno. Na segunda parte, a toada mantinha-se mas o segundo golo dos alemães, aos 57', parecia decidir a eliminatória.
Mas os grandes fazem os grandes feitos nos momentos em que tudo parece estar perdido. E então, com aquela força que só os predestinados têm, então... fez-se história! E a meia hora que se seguiu foi uma das belas páginas já "escritas" pelas papoilas saltitantes... e esta chama imensa acendeu-se definitivamente dentro de mim para nunca mais se apagar...
Ainda os alemães estavam a festejar o segundo, e canto para nós. Marcado curto, a bola chega a Rui Costa, "chuta, de calcanhar para trás?, estás tolo?", pensava eu, bomba de Abel Xavier e golo! O Benfica estava de novo na discussão da eliminatória e tínhamos que marcar outro para ter vantagem no golo fora. E não demorou muito. A bola vai ao centro, o Benfica rapidamente a recupera e ganha canto. Canto marcado e João Pinto, quase parecia um Anjo, a voar na antecipação ao guarda-redes contrário. O Benfica estava na frente e eu, tal como aqueles milhares de benfiquistas que apoiavam o Benfica naquele estádio de nome esquisito, naquela terra distante, já estava louco de alegria. Mas ainda faltava muito para o final e os alemães eram perigosos...
O B. Leverkusen faz alterações e entra o perigosíssimo Paulo Sérgio. O Benfica começava a recuar e até eu sabia, com aquela idade, que aquela estratégia era perigosa, devido às debilidades defensivas do Benfica e ao forte ataque alemão. No entanto, quem tem Rui Costa tem alguém capaz de fazer um passe como aquele ao minuto 77, num contra-ataque, a isolar Kulkov, que colocava o Benfica a vencer! O Benfica recuperava de uma desvantagem de dois, tal como Toni disse, passamos do inferno ao paraíso.
Só que demoraram apenas 4' para voltarmos ao inferno, com mais dois golos de cabeça por parte dos alemães. Tudo parecia estar perdido. Não era possível, tanto sofrimento, que injustiça! Mas eu acreditava. Era o Benfica e o Benfica de tudo era capaz. Só precisávamos de um golo e eu acreditava. E aqueles benfiquistas naquelas bancadas acreditavam. E os jogadores acreditaram. E o João Pinto, numa jogada de génio, deu o golo a marcar ao Kulkov. Kulkov marcou e nunca um empate teve um sabor tão especial. Sabia a vitória. Sabia a Benfica!
Acabámos por ser injustamente eliminados pelo Parma, mas aquela noite, no Ulrich Haberland, ficou marcada para mim e, tenho a certeza, para muitos, como uma das mais belas epopeias europeias do Benfica. Desse dia até hoje, só igualada pela vitória em Anfield, contra o campeão europeu. Esta semana temos mais um encontro com a história. Cabe aos que entrarem em campo e a todos os que estiverem do lado de fora, lutar para inscrever o nome do Benfica no lado dos vencedores. Eu acredito! É o Benfica que vai jogar? Então é para vencer! Vencer, vencer,vencer!!!
20 janeiro 2010
Apito Vermelho?
Há duas semanas, aqui defendia a convicção segundo a qual duas vitórias consecutivas do Benfica, extramuros, frente ao Rio Ave e ao Marítimo, deveriam catapultar a equipa para uma segunda volta pautada pelo sucesso. Os triunfos confirmaram a valia do conjunto, capaz de garantir dois êxitos de grande importância, perante adversários que prometiam dificultar os objetivos.
E agora? Faltam 14 jogos, oito dos quais na Luz, garantia de favoritismo do Benfica, que também irá rececionar o surpreendente Sporting de Braga. Este Benfica, para mais com um calendário favorável, tem tudo, definitivamente tudo, para se sagrar campeão.
Enquanto prossegue a trajetória vitoriosa, multiplicam-se as tentativas para menorizar o saldo da produção benfiquista. O filme já passou noutras ocasiões, os protagonistas são os mesmos, o enredo não sofre grandes alterações. É caso para dizer que um Benfica pujante, um Benfica afirmativo, um Benfica de sucesso perturba (assusta, mais ainda) aqueles que julgavam, até com sobranceria, que iriam protagonizar mais uma campanha sem obstáculos de maior.
É de um tal "Apito Vermelho" que se fala? O som desse apito, saibam os detratores, é o som das melhores exibições que a Liga nacional teve oportunidade de assistir esta temporada. É o som da competência, do rigor, da frequente superioridade. É esse o apito de cor vermelha. Os outros não passam de apitos de mau perder, de apitos de frustrações várias, de apitos do desapontamento. Mais? Esse apito vermelho, o das vitórias justas e convincentes, não vai parar de tocar. E o som até vai aumentar...
Habituei-me a reconhecer ao contrário de outros, quando os nossos adversários ganhavam justamente e nós não, exijo pois o mesmo respeito .....
Autor: LUÍS SEARA CARDOSO
Data: Quarta-Feira, 20 Janeiro de 2010 - 5:20
Record
E agora? Faltam 14 jogos, oito dos quais na Luz, garantia de favoritismo do Benfica, que também irá rececionar o surpreendente Sporting de Braga. Este Benfica, para mais com um calendário favorável, tem tudo, definitivamente tudo, para se sagrar campeão.
Enquanto prossegue a trajetória vitoriosa, multiplicam-se as tentativas para menorizar o saldo da produção benfiquista. O filme já passou noutras ocasiões, os protagonistas são os mesmos, o enredo não sofre grandes alterações. É caso para dizer que um Benfica pujante, um Benfica afirmativo, um Benfica de sucesso perturba (assusta, mais ainda) aqueles que julgavam, até com sobranceria, que iriam protagonizar mais uma campanha sem obstáculos de maior.
É de um tal "Apito Vermelho" que se fala? O som desse apito, saibam os detratores, é o som das melhores exibições que a Liga nacional teve oportunidade de assistir esta temporada. É o som da competência, do rigor, da frequente superioridade. É esse o apito de cor vermelha. Os outros não passam de apitos de mau perder, de apitos de frustrações várias, de apitos do desapontamento. Mais? Esse apito vermelho, o das vitórias justas e convincentes, não vai parar de tocar. E o som até vai aumentar...
Habituei-me a reconhecer ao contrário de outros, quando os nossos adversários ganhavam justamente e nós não, exijo pois o mesmo respeito .....
Autor: LUÍS SEARA CARDOSO
Data: Quarta-Feira, 20 Janeiro de 2010 - 5:20
Record
10 janeiro 2010
A vitória do futebol
Estive para escrever alguma coisa durante a semana passada... depois de ver o Porco-mor a discursar para um poster, durante uma homenagem a um treinador... ("Só não lhe (Mário Wilson) chamo de palhaço, porque os palhaços não se pintam de negro", lembram-se?)
Todo aquele espetáculo tem para mim um nome: O estrebuchar do porco! O presidente da agremiação corrupta, já percebeu que este ano não vai lá com túneis... Não vai lá com a descontrução feita pela comunicação social... Não foi lá, no início da época, quando quis meter uma marionete no nosso clube...
O momento é de pânico nas hostes corruptas e é preciso reunir todas as tropas! Nem que sejam as tropas descerebradas que ainda alinham na cantiga, inventada, segundo eles afirma, pelo tal treinador. Essa cantiga tem 3 pontos muito claros: 1- o Fócuporto representa o norte contra o poder da capital, que está no sul; 2- o Benfica é o maior clube da capital, logo representa o inimigo a abater; 3- o Benfica era o clube do regime.
Claro que o norte é vermelho; Claro que o Benfica não representa nenhuma capital, nem nenhuma zona do país, porque o Benfica é de todo o país. Mais, é de todos os continentes, é de qualquer sítio que a diáspora portuguesa tenha alcançado!; Claro que o Benfica não era o clube do regime, nós nao inauguramos nenhum estádio no dia oficial de instauração da ditadura, nós não fazíamos saudações fascistas,

nós tinhamos um Capitão que combatia o regime, etc, etc, etc... tudo isto é história. Tudo isto é claro como a água...
O que me leva de volta ao início do post. A história que o tal treinador (as crónicas contam que como treinador de futebol propriamente dito, era da velha escola, de inovador não tinha nada, e o futebol moderno só chegou a Portugal com Erikson)inventou para agregar uma guerrilha, o início de todo o anti-benfiquismo absurdo, bacoco, baixo, sem escrúlos, está de volta e em força. O presidente corrupto, no ocaso do seu mandato de corruto-mor do nosso futebol, retorna às origens. E isto só quer dizer uma coisa, que eles percebem que o Benfica já não é o clube dos anos 90, que o Benfica está demasiado forte para eles, e os métodos tornam a ser os mesmos do tempo em que eles não passavam de um clube de bairro.
Contra Blackouts usados para intimidar a comunicação social. Contra animais à solta no túnel. Contra a cd da liga e a punição que lhes vão dar. Contra os ruis moreiras, serrões, esteves cardosos, e palhaços de boné da ribeira. Contra os árbitros corruptos e os árbitros cobardes. Contra tudo e contra todos, nós jogamos Futebol! No campo! Sempre para vencer, vencer, vencer! A vergonha já há muito que se foi e a guerra é declarada! Cabe-nos não virar a cara à luta, porque pluribus unum!
Ontem, em Vila do Conde, vencemos bem num campo onde ainda ninguém tinha ganho este ano, jogámos bem e não demos grande espaço ao Paixao para desiquilibrar, tirando aquela atrapalhação do Quim. Os que ainda têm a história como religião estarão certamente com dificuldades para encontrar um lance onde o Benfica tenha sido levado ao colo. Mas eles de certeza que arranjam qualquer coisa...
Em Guimarães, espero que o Jesus rode a equipa, e aposte tudo na deslocação à Madeira. Os jogos até ao fim deste mês são muito importantes e se os vencermos será meio caminho andado para o título.
Todo aquele espetáculo tem para mim um nome: O estrebuchar do porco! O presidente da agremiação corrupta, já percebeu que este ano não vai lá com túneis... Não vai lá com a descontrução feita pela comunicação social... Não foi lá, no início da época, quando quis meter uma marionete no nosso clube...
O momento é de pânico nas hostes corruptas e é preciso reunir todas as tropas! Nem que sejam as tropas descerebradas que ainda alinham na cantiga, inventada, segundo eles afirma, pelo tal treinador. Essa cantiga tem 3 pontos muito claros: 1- o Fócuporto representa o norte contra o poder da capital, que está no sul; 2- o Benfica é o maior clube da capital, logo representa o inimigo a abater; 3- o Benfica era o clube do regime.
Claro que o norte é vermelho; Claro que o Benfica não representa nenhuma capital, nem nenhuma zona do país, porque o Benfica é de todo o país. Mais, é de todos os continentes, é de qualquer sítio que a diáspora portuguesa tenha alcançado!; Claro que o Benfica não era o clube do regime, nós nao inauguramos nenhum estádio no dia oficial de instauração da ditadura, nós não fazíamos saudações fascistas,

nós tinhamos um Capitão que combatia o regime, etc, etc, etc... tudo isto é história. Tudo isto é claro como a água...
O que me leva de volta ao início do post. A história que o tal treinador (as crónicas contam que como treinador de futebol propriamente dito, era da velha escola, de inovador não tinha nada, e o futebol moderno só chegou a Portugal com Erikson)inventou para agregar uma guerrilha, o início de todo o anti-benfiquismo absurdo, bacoco, baixo, sem escrúlos, está de volta e em força. O presidente corrupto, no ocaso do seu mandato de corruto-mor do nosso futebol, retorna às origens. E isto só quer dizer uma coisa, que eles percebem que o Benfica já não é o clube dos anos 90, que o Benfica está demasiado forte para eles, e os métodos tornam a ser os mesmos do tempo em que eles não passavam de um clube de bairro.
Contra Blackouts usados para intimidar a comunicação social. Contra animais à solta no túnel. Contra a cd da liga e a punição que lhes vão dar. Contra os ruis moreiras, serrões, esteves cardosos, e palhaços de boné da ribeira. Contra os árbitros corruptos e os árbitros cobardes. Contra tudo e contra todos, nós jogamos Futebol! No campo! Sempre para vencer, vencer, vencer! A vergonha já há muito que se foi e a guerra é declarada! Cabe-nos não virar a cara à luta, porque pluribus unum!
Ontem, em Vila do Conde, vencemos bem num campo onde ainda ninguém tinha ganho este ano, jogámos bem e não demos grande espaço ao Paixao para desiquilibrar, tirando aquela atrapalhação do Quim. Os que ainda têm a história como religião estarão certamente com dificuldades para encontrar um lance onde o Benfica tenha sido levado ao colo. Mas eles de certeza que arranjam qualquer coisa...
Em Guimarães, espero que o Jesus rode a equipa, e aposte tudo na deslocação à Madeira. Os jogos até ao fim deste mês são muito importantes e se os vencermos será meio caminho andado para o título.
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