Jorge Jesus no Porto? Nem na Playstation
[Sobre a contratação de Villas-Boas]
(…) não tenho opinião formada (e quem poderá tê-la?)
Miguel Sousa Tavares
A Bola, 8 de Junho de 2010
“É uma escolha fantástica”.
Rui Moreira
Antena 1, 2 Junho de 2010
A abordagem de Pinto da Costa a Jorge Jesus não resultou. Acontece. Por uma qualquer razão difícil de explicar, o treinador do campeão nacional não se mostrou interessado em ir orientar o terceiro classificado na Liga Europa. Enfim, nem todos os contactos do presidente do Porto podem ser tão bem sucedidos como aquele telefonema que manteve com o árbitro Augusto Duarte. E, além disso, é natural que os treinadores vivos desconfiem de um presidente que falha as promessas a treinadores falecidos. Benfiquismo à parte, foi pena. Sinceramente, gostaria de ter visto a equipa técnica que Jorge Jesus iria formar no Porto. Este adjunto que Pinto da Costa acabou de contratar podia ser um excelente ajudante de Raul José, Miguel Quaresma, Mário Monteiro e Pietra. Quem sabe se, no futuro, Villas-Boas não pode ainda integrar a equipa técnica de Jorge Jesus e aí demonstrar todo o seu celebrado talento para a observação e a estatística?
Tal como sucedeu nos processos de Domingos Névoa e Fátima Felgueiras, também o processo Apito Dourado terminou sem qualquer condenação por corrupção. O empresário Manuel Godinho, detido no âmbito de processo Faca Oculta, de quem se diz erroneamente que aguarda julgamento, na verdade aguarda absolvição. Os processos têm pontos de contacto notáveis. Fátima Felgueiras foi passar uma temporada ao Brasil, talvez no mesmo avião em que viajou Carlos José Amorim Calheiros, conhecido como Carlos Calheiros para efeitos de arbitragem e como José Amorim para fins turísticos. Por outro lado, enquanto Manuel Godinho oferecia peixe, Pinto da Costa oferecia fruta. Tudo víveres que devem fazer parte de uma alimentação saudável. Quanto mais não seja por semelhante elevação de princípios, não admira que não haja tribunal que se atreva a condenar esta gente.
Esta semana trouxe boas notícias e más notícias. A boa notícia é que Rúben Amorim foi chamado à Selecção. A má notícia é que foi chamado à Selecção portuguesa. Por um daqueles enormes azares, o rapaz não pode integrar uma equipa cuja categoria e ambição estejam à sua altura, infortúnio que partilha, aliás, com Fábio Coentrão. Que se apoiem mutuamente nesta hora difícil e voltem sãos e salvos, é o que lhes desejo. Até porque a equipa portuguesa continua a jogar um futebol desorganizado, com jogadores que parecem não saber o que estão a fazer em campo. Liedson, por exemplo, está de tal forma mal integrado na equipa que quem não soubesse até diria que é estrangeiro.
Depois de André Villas-Boas (sete épocas de Mourinho), Baltemar Brito (seis épocas de Mourinho) é o segundo adjunto do Special One a ser contratado para treinar um clube português. O Belenenses, sem capacidade financeira para sete épocas de Mourinho, teve de se contentar com seis. Além de que Baltemar Brito veste pior do que Villas-Boas, e não é ruivo. Nisto do futebol, a qualidade custa dinheiro, e tanto os fatos de bom corte como a coloração capilar têm um preço elevado, até pelos pontos que rendem no final da época. Segundo consta, o barbeiro de José Mourinho está nos planos do Trofense. Ora, na qualidade de cidadão que já trocou quatro SMS com o Special One, aproveito esta oportunidade para fazer saber ao mercado que não estou disponível para orientar equipas. Mas, ao que me dizem, o corta-unhas de José Mourinho vai mesmo treinar o Arrentela.
Ricardo Araújo Pereira, 12 de Junho de 2010
in A Bola
12 junho 2010
13 abril 2010
É a hora!
Enfim chegou o dia e a hora! Uma época inteira de muita classe e qualidade que nos colocou, a cinco jogos do final, nesta posição. Eu quero e vou ser campeão, e vai começar por ser nesta noite... É a hora Benfica! Contra os papagaios agoirentos, contra as bufas fedorentas, contra os lagartos asquerosos. Contra os que menosprezam o que fizemos e o que somos. Contra tudo e contra todos, carrega Benfica, vamos vencer!!!
15 março 2010
Lição nº 2 - Ulrich Haberland
Foi há 16 anos, eu contava ainda 9 de idade, mas sabia que naquele dia jogava o Benfica. Ao contrário do que era habitual, não tinha o meu mentor habitual para ver o jogo comigo, impedido devido a compromissos futebolísticos... Mas eu sabia a que horas começava o jogo, que dava na 2, e ninguém me obrigou a jantar, enquanto eu contava os minutos para o início.
A primeira parte foi dividida, com ocasiões para ambos os lados e o intervalo chegou com o Benfica a perder por um. Eu já exasperava com os falhanços do ataque do Benfica e a azelhice do Neno. Na segunda parte, a toada mantinha-se mas o segundo golo dos alemães, aos 57', parecia decidir a eliminatória.
Mas os grandes fazem os grandes feitos nos momentos em que tudo parece estar perdido. E então, com aquela força que só os predestinados têm, então... fez-se história! E a meia hora que se seguiu foi uma das belas páginas já "escritas" pelas papoilas saltitantes... e esta chama imensa acendeu-se definitivamente dentro de mim para nunca mais se apagar...
Ainda os alemães estavam a festejar o segundo, e canto para nós. Marcado curto, a bola chega a Rui Costa, "chuta, de calcanhar para trás?, estás tolo?", pensava eu, bomba de Abel Xavier e golo! O Benfica estava de novo na discussão da eliminatória e tínhamos que marcar outro para ter vantagem no golo fora. E não demorou muito. A bola vai ao centro, o Benfica rapidamente a recupera e ganha canto. Canto marcado e João Pinto, quase parecia um Anjo, a voar na antecipação ao guarda-redes contrário. O Benfica estava na frente e eu, tal como aqueles milhares de benfiquistas que apoiavam o Benfica naquele estádio de nome esquisito, naquela terra distante, já estava louco de alegria. Mas ainda faltava muito para o final e os alemães eram perigosos...
O B. Leverkusen faz alterações e entra o perigosíssimo Paulo Sérgio. O Benfica começava a recuar e até eu sabia, com aquela idade, que aquela estratégia era perigosa, devido às debilidades defensivas do Benfica e ao forte ataque alemão. No entanto, quem tem Rui Costa tem alguém capaz de fazer um passe como aquele ao minuto 77, num contra-ataque, a isolar Kulkov, que colocava o Benfica a vencer! O Benfica recuperava de uma desvantagem de dois, tal como Toni disse, passamos do inferno ao paraíso.
Só que demoraram apenas 4' para voltarmos ao inferno, com mais dois golos de cabeça por parte dos alemães. Tudo parecia estar perdido. Não era possível, tanto sofrimento, que injustiça! Mas eu acreditava. Era o Benfica e o Benfica de tudo era capaz. Só precisávamos de um golo e eu acreditava. E aqueles benfiquistas naquelas bancadas acreditavam. E os jogadores acreditaram. E o João Pinto, numa jogada de génio, deu o golo a marcar ao Kulkov. Kulkov marcou e nunca um empate teve um sabor tão especial. Sabia a vitória. Sabia a Benfica!
Acabámos por ser injustamente eliminados pelo Parma, mas aquela noite, no Ulrich Haberland, ficou marcada para mim e, tenho a certeza, para muitos, como uma das mais belas epopeias europeias do Benfica. Desse dia até hoje, só igualada pela vitória em Anfield, contra o campeão europeu. Esta semana temos mais um encontro com a história. Cabe aos que entrarem em campo e a todos os que estiverem do lado de fora, lutar para inscrever o nome do Benfica no lado dos vencedores. Eu acredito! É o Benfica que vai jogar? Então é para vencer! Vencer, vencer,vencer!!!
A primeira parte foi dividida, com ocasiões para ambos os lados e o intervalo chegou com o Benfica a perder por um. Eu já exasperava com os falhanços do ataque do Benfica e a azelhice do Neno. Na segunda parte, a toada mantinha-se mas o segundo golo dos alemães, aos 57', parecia decidir a eliminatória.
Mas os grandes fazem os grandes feitos nos momentos em que tudo parece estar perdido. E então, com aquela força que só os predestinados têm, então... fez-se história! E a meia hora que se seguiu foi uma das belas páginas já "escritas" pelas papoilas saltitantes... e esta chama imensa acendeu-se definitivamente dentro de mim para nunca mais se apagar...
Ainda os alemães estavam a festejar o segundo, e canto para nós. Marcado curto, a bola chega a Rui Costa, "chuta, de calcanhar para trás?, estás tolo?", pensava eu, bomba de Abel Xavier e golo! O Benfica estava de novo na discussão da eliminatória e tínhamos que marcar outro para ter vantagem no golo fora. E não demorou muito. A bola vai ao centro, o Benfica rapidamente a recupera e ganha canto. Canto marcado e João Pinto, quase parecia um Anjo, a voar na antecipação ao guarda-redes contrário. O Benfica estava na frente e eu, tal como aqueles milhares de benfiquistas que apoiavam o Benfica naquele estádio de nome esquisito, naquela terra distante, já estava louco de alegria. Mas ainda faltava muito para o final e os alemães eram perigosos...
O B. Leverkusen faz alterações e entra o perigosíssimo Paulo Sérgio. O Benfica começava a recuar e até eu sabia, com aquela idade, que aquela estratégia era perigosa, devido às debilidades defensivas do Benfica e ao forte ataque alemão. No entanto, quem tem Rui Costa tem alguém capaz de fazer um passe como aquele ao minuto 77, num contra-ataque, a isolar Kulkov, que colocava o Benfica a vencer! O Benfica recuperava de uma desvantagem de dois, tal como Toni disse, passamos do inferno ao paraíso.
Só que demoraram apenas 4' para voltarmos ao inferno, com mais dois golos de cabeça por parte dos alemães. Tudo parecia estar perdido. Não era possível, tanto sofrimento, que injustiça! Mas eu acreditava. Era o Benfica e o Benfica de tudo era capaz. Só precisávamos de um golo e eu acreditava. E aqueles benfiquistas naquelas bancadas acreditavam. E os jogadores acreditaram. E o João Pinto, numa jogada de génio, deu o golo a marcar ao Kulkov. Kulkov marcou e nunca um empate teve um sabor tão especial. Sabia a vitória. Sabia a Benfica!
Acabámos por ser injustamente eliminados pelo Parma, mas aquela noite, no Ulrich Haberland, ficou marcada para mim e, tenho a certeza, para muitos, como uma das mais belas epopeias europeias do Benfica. Desse dia até hoje, só igualada pela vitória em Anfield, contra o campeão europeu. Esta semana temos mais um encontro com a história. Cabe aos que entrarem em campo e a todos os que estiverem do lado de fora, lutar para inscrever o nome do Benfica no lado dos vencedores. Eu acredito! É o Benfica que vai jogar? Então é para vencer! Vencer, vencer,vencer!!!
20 janeiro 2010
Apito Vermelho?
Há duas semanas, aqui defendia a convicção segundo a qual duas vitórias consecutivas do Benfica, extramuros, frente ao Rio Ave e ao Marítimo, deveriam catapultar a equipa para uma segunda volta pautada pelo sucesso. Os triunfos confirmaram a valia do conjunto, capaz de garantir dois êxitos de grande importância, perante adversários que prometiam dificultar os objetivos.
E agora? Faltam 14 jogos, oito dos quais na Luz, garantia de favoritismo do Benfica, que também irá rececionar o surpreendente Sporting de Braga. Este Benfica, para mais com um calendário favorável, tem tudo, definitivamente tudo, para se sagrar campeão.
Enquanto prossegue a trajetória vitoriosa, multiplicam-se as tentativas para menorizar o saldo da produção benfiquista. O filme já passou noutras ocasiões, os protagonistas são os mesmos, o enredo não sofre grandes alterações. É caso para dizer que um Benfica pujante, um Benfica afirmativo, um Benfica de sucesso perturba (assusta, mais ainda) aqueles que julgavam, até com sobranceria, que iriam protagonizar mais uma campanha sem obstáculos de maior.
É de um tal "Apito Vermelho" que se fala? O som desse apito, saibam os detratores, é o som das melhores exibições que a Liga nacional teve oportunidade de assistir esta temporada. É o som da competência, do rigor, da frequente superioridade. É esse o apito de cor vermelha. Os outros não passam de apitos de mau perder, de apitos de frustrações várias, de apitos do desapontamento. Mais? Esse apito vermelho, o das vitórias justas e convincentes, não vai parar de tocar. E o som até vai aumentar...
Habituei-me a reconhecer ao contrário de outros, quando os nossos adversários ganhavam justamente e nós não, exijo pois o mesmo respeito .....
Autor: LUÍS SEARA CARDOSO
Data: Quarta-Feira, 20 Janeiro de 2010 - 5:20
Record
E agora? Faltam 14 jogos, oito dos quais na Luz, garantia de favoritismo do Benfica, que também irá rececionar o surpreendente Sporting de Braga. Este Benfica, para mais com um calendário favorável, tem tudo, definitivamente tudo, para se sagrar campeão.
Enquanto prossegue a trajetória vitoriosa, multiplicam-se as tentativas para menorizar o saldo da produção benfiquista. O filme já passou noutras ocasiões, os protagonistas são os mesmos, o enredo não sofre grandes alterações. É caso para dizer que um Benfica pujante, um Benfica afirmativo, um Benfica de sucesso perturba (assusta, mais ainda) aqueles que julgavam, até com sobranceria, que iriam protagonizar mais uma campanha sem obstáculos de maior.
É de um tal "Apito Vermelho" que se fala? O som desse apito, saibam os detratores, é o som das melhores exibições que a Liga nacional teve oportunidade de assistir esta temporada. É o som da competência, do rigor, da frequente superioridade. É esse o apito de cor vermelha. Os outros não passam de apitos de mau perder, de apitos de frustrações várias, de apitos do desapontamento. Mais? Esse apito vermelho, o das vitórias justas e convincentes, não vai parar de tocar. E o som até vai aumentar...
Habituei-me a reconhecer ao contrário de outros, quando os nossos adversários ganhavam justamente e nós não, exijo pois o mesmo respeito .....
Autor: LUÍS SEARA CARDOSO
Data: Quarta-Feira, 20 Janeiro de 2010 - 5:20
Record
10 janeiro 2010
A vitória do futebol
Estive para escrever alguma coisa durante a semana passada... depois de ver o Porco-mor a discursar para um poster, durante uma homenagem a um treinador... ("Só não lhe (Mário Wilson) chamo de palhaço, porque os palhaços não se pintam de negro", lembram-se?)
Todo aquele espetáculo tem para mim um nome: O estrebuchar do porco! O presidente da agremiação corrupta, já percebeu que este ano não vai lá com túneis... Não vai lá com a descontrução feita pela comunicação social... Não foi lá, no início da época, quando quis meter uma marionete no nosso clube...
O momento é de pânico nas hostes corruptas e é preciso reunir todas as tropas! Nem que sejam as tropas descerebradas que ainda alinham na cantiga, inventada, segundo eles afirma, pelo tal treinador. Essa cantiga tem 3 pontos muito claros: 1- o Fócuporto representa o norte contra o poder da capital, que está no sul; 2- o Benfica é o maior clube da capital, logo representa o inimigo a abater; 3- o Benfica era o clube do regime.
Claro que o norte é vermelho; Claro que o Benfica não representa nenhuma capital, nem nenhuma zona do país, porque o Benfica é de todo o país. Mais, é de todos os continentes, é de qualquer sítio que a diáspora portuguesa tenha alcançado!; Claro que o Benfica não era o clube do regime, nós nao inauguramos nenhum estádio no dia oficial de instauração da ditadura, nós não fazíamos saudações fascistas,

nós tinhamos um Capitão que combatia o regime, etc, etc, etc... tudo isto é história. Tudo isto é claro como a água...
O que me leva de volta ao início do post. A história que o tal treinador (as crónicas contam que como treinador de futebol propriamente dito, era da velha escola, de inovador não tinha nada, e o futebol moderno só chegou a Portugal com Erikson)inventou para agregar uma guerrilha, o início de todo o anti-benfiquismo absurdo, bacoco, baixo, sem escrúlos, está de volta e em força. O presidente corrupto, no ocaso do seu mandato de corruto-mor do nosso futebol, retorna às origens. E isto só quer dizer uma coisa, que eles percebem que o Benfica já não é o clube dos anos 90, que o Benfica está demasiado forte para eles, e os métodos tornam a ser os mesmos do tempo em que eles não passavam de um clube de bairro.
Contra Blackouts usados para intimidar a comunicação social. Contra animais à solta no túnel. Contra a cd da liga e a punição que lhes vão dar. Contra os ruis moreiras, serrões, esteves cardosos, e palhaços de boné da ribeira. Contra os árbitros corruptos e os árbitros cobardes. Contra tudo e contra todos, nós jogamos Futebol! No campo! Sempre para vencer, vencer, vencer! A vergonha já há muito que se foi e a guerra é declarada! Cabe-nos não virar a cara à luta, porque pluribus unum!
Ontem, em Vila do Conde, vencemos bem num campo onde ainda ninguém tinha ganho este ano, jogámos bem e não demos grande espaço ao Paixao para desiquilibrar, tirando aquela atrapalhação do Quim. Os que ainda têm a história como religião estarão certamente com dificuldades para encontrar um lance onde o Benfica tenha sido levado ao colo. Mas eles de certeza que arranjam qualquer coisa...
Em Guimarães, espero que o Jesus rode a equipa, e aposte tudo na deslocação à Madeira. Os jogos até ao fim deste mês são muito importantes e se os vencermos será meio caminho andado para o título.
Todo aquele espetáculo tem para mim um nome: O estrebuchar do porco! O presidente da agremiação corrupta, já percebeu que este ano não vai lá com túneis... Não vai lá com a descontrução feita pela comunicação social... Não foi lá, no início da época, quando quis meter uma marionete no nosso clube...
O momento é de pânico nas hostes corruptas e é preciso reunir todas as tropas! Nem que sejam as tropas descerebradas que ainda alinham na cantiga, inventada, segundo eles afirma, pelo tal treinador. Essa cantiga tem 3 pontos muito claros: 1- o Fócuporto representa o norte contra o poder da capital, que está no sul; 2- o Benfica é o maior clube da capital, logo representa o inimigo a abater; 3- o Benfica era o clube do regime.
Claro que o norte é vermelho; Claro que o Benfica não representa nenhuma capital, nem nenhuma zona do país, porque o Benfica é de todo o país. Mais, é de todos os continentes, é de qualquer sítio que a diáspora portuguesa tenha alcançado!; Claro que o Benfica não era o clube do regime, nós nao inauguramos nenhum estádio no dia oficial de instauração da ditadura, nós não fazíamos saudações fascistas,

nós tinhamos um Capitão que combatia o regime, etc, etc, etc... tudo isto é história. Tudo isto é claro como a água...
O que me leva de volta ao início do post. A história que o tal treinador (as crónicas contam que como treinador de futebol propriamente dito, era da velha escola, de inovador não tinha nada, e o futebol moderno só chegou a Portugal com Erikson)inventou para agregar uma guerrilha, o início de todo o anti-benfiquismo absurdo, bacoco, baixo, sem escrúlos, está de volta e em força. O presidente corrupto, no ocaso do seu mandato de corruto-mor do nosso futebol, retorna às origens. E isto só quer dizer uma coisa, que eles percebem que o Benfica já não é o clube dos anos 90, que o Benfica está demasiado forte para eles, e os métodos tornam a ser os mesmos do tempo em que eles não passavam de um clube de bairro.
Contra Blackouts usados para intimidar a comunicação social. Contra animais à solta no túnel. Contra a cd da liga e a punição que lhes vão dar. Contra os ruis moreiras, serrões, esteves cardosos, e palhaços de boné da ribeira. Contra os árbitros corruptos e os árbitros cobardes. Contra tudo e contra todos, nós jogamos Futebol! No campo! Sempre para vencer, vencer, vencer! A vergonha já há muito que se foi e a guerra é declarada! Cabe-nos não virar a cara à luta, porque pluribus unum!
Ontem, em Vila do Conde, vencemos bem num campo onde ainda ninguém tinha ganho este ano, jogámos bem e não demos grande espaço ao Paixao para desiquilibrar, tirando aquela atrapalhação do Quim. Os que ainda têm a história como religião estarão certamente com dificuldades para encontrar um lance onde o Benfica tenha sido levado ao colo. Mas eles de certeza que arranjam qualquer coisa...
Em Guimarães, espero que o Jesus rode a equipa, e aposte tudo na deslocação à Madeira. Os jogos até ao fim deste mês são muito importantes e se os vencermos será meio caminho andado para o título.
24 dezembro 2009
Porque o Natal é vermelho e branco
A viagem desde o norte foi marcada por gincanas perigosas na auto-estrada, a tentar evitar as garrafas que os camiões de transporte de animais nos atiravam. Nas áreas de serviço o clima era de guerrilha, e o confronto apenas evitado pelas forças de segurança. Chegados à Catedral, urge entrar no estádio, entrar em casa. A chuva e o frio que me gelaram os ossos, depressa foram esquecidos com o apito inicial. O fumo que vinha dos Diabos foi o mote para a batalha, que como já tinha previsto, iria ser ganha por nós. O jogo foi passado de pé, aos berros, como se a voz podesse empurrar a bola para o sítio certo, como se soprasse os nossos jogadores em mais um esforço, por mais uma bola, por mais um centímetro, por mais um choque. Grandes, enormes. Irrepreensíveis!
A todos, um bom Natal!
A todos, um bom Natal!
15 dezembro 2009
Na máxima força
Bem sei que o Benfica vem entusiasmando, mas não esperava tal histeria depois de um empate à 13ª jornada. O vaticínio de muitos, jurando a pés juntos que o Benfica, apesar de estar em primeiro, se encontra arredado do título, é de uma demência preocupante, ainda para mais vindo de muitos que se dizem (estão enganados) benfiquistas.
É certo que há ilações a tirar do último jogo, em particular que há jogadores que não têm a maturidade suficiente para enfrentar certos ambientes, em determinadas situações. No entanto, é preciso não esquecer que os jogadores são pessoas feitas da mesma massa que nós adeptos, têm coração e sangue a correr nas veias e ninguém tem a adrenalina tão alta como os que, em campo, têm que defender o nosso símbolo. É preciso não esquecer as condições que foram criadas em torno do último jogo e no decorrer do mesmo. É preciso não esquecer os insultos e agressões que os nossos atletas foram brindados, com o beneplácito do boi e comunicação social. É preciso não esquecer que os nossos atletas entram em campo desarmados, na luta contra 15, uns armados com apitos, outros com cotovelos e entradas por trás.
Fazem-nos crer que a derrota será inevitável no próximo domingo e como tal ficaremos arredados do título. Não entendo. Domingo seremos a melhor equipa a entrar em campo. Jogaremos em casa, apoiados por 65000 irmãos em comunhão. O adversário é um reles cão sarnento, que este ano não tem jogado nada e não me assusta. Muitas cambalhotas terá de dar o boi para equilibrar a contenda e, estou confiante, nem assim a nossa vitória estará em causa. Não há lugar para hesitações e quem entrar na Catedral, no relvado ou para a bancada, deverá dar tudo o que tem e mais ainda.
Qualquer resultado que não seja a nossa vitória, não poderá significar o descalabro, por muito que soem as trombetas da desgraça. É isso que nos querem fazer crer. Foi isso, e não a derrota na Trofa na última época, que nos arredou do título. Aliás, nos últimos anos tem sido isso que nos tem afundado. É o atirar a toalha ao chão ainda na primeira volta. É atear a fogueira ao primeiro deslize. É a abstinência em lutar, com humildade, por alcançar na tabela quem vai à nossa frente, mesmo que seja apenas o segundo lugar. Com a qualidade da nossa equipa, e com a falta de qualidade dos outros, só acredita nesta cantiga quem quer. Uma vitória nossa contra os corruptos é apenas mais um passo em frente. Um resultado menos bom, é um passo atrás que não significa o fim, apenas um percalço, que a seu tempo, com suor, vontade e apoio incondicional será facilmente recuperado.
Domingo lá estarei, a juntar a minha voz aos meus. Mais um jogo, mais uma batalha nesta guerra suja e desigual. Cada um de nós é um peão. E as contas fazem-se no fim. NO FIM, não antes do Natal...
É certo que há ilações a tirar do último jogo, em particular que há jogadores que não têm a maturidade suficiente para enfrentar certos ambientes, em determinadas situações. No entanto, é preciso não esquecer que os jogadores são pessoas feitas da mesma massa que nós adeptos, têm coração e sangue a correr nas veias e ninguém tem a adrenalina tão alta como os que, em campo, têm que defender o nosso símbolo. É preciso não esquecer as condições que foram criadas em torno do último jogo e no decorrer do mesmo. É preciso não esquecer os insultos e agressões que os nossos atletas foram brindados, com o beneplácito do boi e comunicação social. É preciso não esquecer que os nossos atletas entram em campo desarmados, na luta contra 15, uns armados com apitos, outros com cotovelos e entradas por trás.
Fazem-nos crer que a derrota será inevitável no próximo domingo e como tal ficaremos arredados do título. Não entendo. Domingo seremos a melhor equipa a entrar em campo. Jogaremos em casa, apoiados por 65000 irmãos em comunhão. O adversário é um reles cão sarnento, que este ano não tem jogado nada e não me assusta. Muitas cambalhotas terá de dar o boi para equilibrar a contenda e, estou confiante, nem assim a nossa vitória estará em causa. Não há lugar para hesitações e quem entrar na Catedral, no relvado ou para a bancada, deverá dar tudo o que tem e mais ainda.
Qualquer resultado que não seja a nossa vitória, não poderá significar o descalabro, por muito que soem as trombetas da desgraça. É isso que nos querem fazer crer. Foi isso, e não a derrota na Trofa na última época, que nos arredou do título. Aliás, nos últimos anos tem sido isso que nos tem afundado. É o atirar a toalha ao chão ainda na primeira volta. É atear a fogueira ao primeiro deslize. É a abstinência em lutar, com humildade, por alcançar na tabela quem vai à nossa frente, mesmo que seja apenas o segundo lugar. Com a qualidade da nossa equipa, e com a falta de qualidade dos outros, só acredita nesta cantiga quem quer. Uma vitória nossa contra os corruptos é apenas mais um passo em frente. Um resultado menos bom, é um passo atrás que não significa o fim, apenas um percalço, que a seu tempo, com suor, vontade e apoio incondicional será facilmente recuperado.
Domingo lá estarei, a juntar a minha voz aos meus. Mais um jogo, mais uma batalha nesta guerra suja e desigual. Cada um de nós é um peão. E as contas fazem-se no fim. NO FIM, não antes do Natal...
07 dezembro 2009
A postos para a batalha!
Agora é que vai começar o nosso campeonato. As verdadeiras batalhas estão a chegar, o sangue vai começar a correr nessas arenas e a luta nem sempre será leal... Mas cá estaremos para te fazer a cada dia maior, para cantar e gritar e sofrer por ti, até alcançarmos o nosso lugar.
Carrega Benfica!!!
10 novembro 2009
Robert Enke
02 novembro 2009
Continuamos a ser os melhores
Acabado o jogo de sábado, descemos todos à Terra... e a realidade nua e crua abateu-se sobre nós. Andavamos iludidos em relação a aspectos essenciais: a equipa não é tão fantástica como as goleadas faziam supor; o JJ não é infalível; o sistema continua a manobrar (e bem) de modo a prejudicar-nos.
Quanto aos dois primeiros pontos, para mim, não há surpresa nenhuma. A equipa tem muita qualidade, mas não há equipa que se construa com alicerces sólidos em apenas três meses. A equipa continua a apresentar lacunas, essencialmente na lateral esquerda e na baliza. O colectivo ainda não consegue suprir as más exibições individuais dos jogadores-chave, como o Aimar e o Dí Maria. Tudo isso ficou bem patente no último sábado. Mas não foi por isso que perdemos, porque analisando a estatística, vemos que mesmo em sub-rendimento, a nossa equipa teve mais posse de bola, mais ataques, mais remates, mais ocasiões de golo, mais cantos, correu mais...
Individualmente, gostei da exibição do Saviola, enquanto a equipa conseguiu ligar o jogo e o conejo teve bola; gostei da atitude do Dí María, pese embora as coisas não lhe tenham corrido bem, nunca se escondeu do jogo e assumiu a responsabilidade de arriscar e levar a bola com perigo à baliza adversária; não gostei do Ramires, até passar para o meio, e do Maxi, que me parece estar fora de forma, já desde a altura da lesão. O Coentrão, que tem sido apontado como um dos piores, pela adaptação a lateral esquerdo, nem me pareceu que esteve mal a defender, tendo em conta que foi cirurgicamente amarelado aos 6 minutos. O pior foi mesmo a atacar, sem acertar um cruzamento.
Para agravar as coisas, o JJ também não esteve bem. Além de nos privar da nossa arma secreta, ao colocá-lo a lateral em vez de o lançar na segunda parte para desbaratar a defesa contrária, como em outros jogos tem feito e bem, lançou o amorfo Keirrison em vez do Weldón ou do Nuno. Este jogo era para homens e não para um miúdo que ainda não mostrou nada...
Uma coisa que não pode acontecer é aquele descontrolo emocional ao intervalo. O Dí Maria, mesmo provocado, não pode chutar a bola contra o banco deles. Nem é pela atitude, porque tendo atirado, só espero que tenha mesmo acertado em alguém... o problema é que deu um motivo aos animais para armar aquele circo todo, com claro prejuízo para nós. Levaram na tromba, ainda foi expulso, e sabe-se lá o que ainda virá por aí. É quase certo que o Cardozo não jogará contra os lagartos e atenção aos amarelos no jogo contra a Naval...
E aqui entra o palhaço do boi... aos 6 minutos mostrou ao que vinha, amarelo para Coentrão. Na mesma jogada conseguiu amarelar o Javi e o David Luiz. Anulou um golo limpinho (fez lembrar o jogo contra o Leixões na época passada) quando reagímos ao golo sofrido e nos impusémos no jogo. Não marca falta para amarelo sobre o Maxi logo a abrir a segunda parte e a seguir não expulsa o joão pereira. A determinada altura pensei que estávamos a jogar contra o ABC de Braga, tantas eram as vezes que os afilhados do Papa tocavam na bola com os braços. No entanto, a sporttv, em vez de mostrar esses lances, passou o tempo a esmiuçar uma suposta falta no golo anulado e uma suposta agressão do Saviola ao Alan. Foi por aqui que se perdeu o jogo.
Iludidos andam aqueles que pensam que uma equipa, por melhor que ela seja, consegue resistir a estes três factores: sub-rendimento dos seus elementos, intervenções erradas do treinador e inclinação do campo por parte do árbitro. Acredito piamente que mesmo com as duas primeiras, sairíamos de Braga com os três pontos. Más exibições todas as equipas têm. Só que enquanto umas são puxadas para cima quando as coisas correm mal, outras são constantemente puxadas para baixo. Ao contrário do que muitos dizem, nós não temos que lutar contra tudo e contra todos. Ou pelo menos não devíamos... Mas se a isso formos obrigados, só venceremos unidos!
Não quero ouvir falar em facturas, favas, respostas ou vinganças. O próximo jogo, como todos, é para encarar como uma final. 20 finais para chegarmos ao lugar que é nosso por direito, e que outros tentam usurpar sem direito e sem escrúpulos.
p.s.- Parece que há gente que gosta muito de brincar ás pedradas... só éstranho o facto da tvi e do correio da manhã ou 24 horas não fazerem grandes manchetes com isso...
Quanto aos dois primeiros pontos, para mim, não há surpresa nenhuma. A equipa tem muita qualidade, mas não há equipa que se construa com alicerces sólidos em apenas três meses. A equipa continua a apresentar lacunas, essencialmente na lateral esquerda e na baliza. O colectivo ainda não consegue suprir as más exibições individuais dos jogadores-chave, como o Aimar e o Dí Maria. Tudo isso ficou bem patente no último sábado. Mas não foi por isso que perdemos, porque analisando a estatística, vemos que mesmo em sub-rendimento, a nossa equipa teve mais posse de bola, mais ataques, mais remates, mais ocasiões de golo, mais cantos, correu mais...
Individualmente, gostei da exibição do Saviola, enquanto a equipa conseguiu ligar o jogo e o conejo teve bola; gostei da atitude do Dí María, pese embora as coisas não lhe tenham corrido bem, nunca se escondeu do jogo e assumiu a responsabilidade de arriscar e levar a bola com perigo à baliza adversária; não gostei do Ramires, até passar para o meio, e do Maxi, que me parece estar fora de forma, já desde a altura da lesão. O Coentrão, que tem sido apontado como um dos piores, pela adaptação a lateral esquerdo, nem me pareceu que esteve mal a defender, tendo em conta que foi cirurgicamente amarelado aos 6 minutos. O pior foi mesmo a atacar, sem acertar um cruzamento.
Para agravar as coisas, o JJ também não esteve bem. Além de nos privar da nossa arma secreta, ao colocá-lo a lateral em vez de o lançar na segunda parte para desbaratar a defesa contrária, como em outros jogos tem feito e bem, lançou o amorfo Keirrison em vez do Weldón ou do Nuno. Este jogo era para homens e não para um miúdo que ainda não mostrou nada...
Uma coisa que não pode acontecer é aquele descontrolo emocional ao intervalo. O Dí Maria, mesmo provocado, não pode chutar a bola contra o banco deles. Nem é pela atitude, porque tendo atirado, só espero que tenha mesmo acertado em alguém... o problema é que deu um motivo aos animais para armar aquele circo todo, com claro prejuízo para nós. Levaram na tromba, ainda foi expulso, e sabe-se lá o que ainda virá por aí. É quase certo que o Cardozo não jogará contra os lagartos e atenção aos amarelos no jogo contra a Naval...
E aqui entra o palhaço do boi... aos 6 minutos mostrou ao que vinha, amarelo para Coentrão. Na mesma jogada conseguiu amarelar o Javi e o David Luiz. Anulou um golo limpinho (fez lembrar o jogo contra o Leixões na época passada) quando reagímos ao golo sofrido e nos impusémos no jogo. Não marca falta para amarelo sobre o Maxi logo a abrir a segunda parte e a seguir não expulsa o joão pereira. A determinada altura pensei que estávamos a jogar contra o ABC de Braga, tantas eram as vezes que os afilhados do Papa tocavam na bola com os braços. No entanto, a sporttv, em vez de mostrar esses lances, passou o tempo a esmiuçar uma suposta falta no golo anulado e uma suposta agressão do Saviola ao Alan. Foi por aqui que se perdeu o jogo.
Iludidos andam aqueles que pensam que uma equipa, por melhor que ela seja, consegue resistir a estes três factores: sub-rendimento dos seus elementos, intervenções erradas do treinador e inclinação do campo por parte do árbitro. Acredito piamente que mesmo com as duas primeiras, sairíamos de Braga com os três pontos. Más exibições todas as equipas têm. Só que enquanto umas são puxadas para cima quando as coisas correm mal, outras são constantemente puxadas para baixo. Ao contrário do que muitos dizem, nós não temos que lutar contra tudo e contra todos. Ou pelo menos não devíamos... Mas se a isso formos obrigados, só venceremos unidos!
Não quero ouvir falar em facturas, favas, respostas ou vinganças. O próximo jogo, como todos, é para encarar como uma final. 20 finais para chegarmos ao lugar que é nosso por direito, e que outros tentam usurpar sem direito e sem escrúpulos.
p.s.- Parece que há gente que gosta muito de brincar ás pedradas... só éstranho o facto da tvi e do correio da manhã ou 24 horas não fazerem grandes manchetes com isso...
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